Relato de viagem

Chegada em Itacaré de moto em baixo de chuva e um dia seguinte com muito sol e lindas prais

Havia a possibilidade de voltar para  Camamu num barco de madeira, levando a moto embarcada. Eles fazem esse tipo de serviço e embarcam as motos pelo cais mesmo, carregando na mão. Fui no cais olhar os detalhes, olhei a embarcação que faria esse serviço e não tive muita confiança.

Carregar a moto no barco ou não?

 Eles estão acostumados a levar motos pequenas, baixas. A minha moto é bem volumosa e bem mais pesada. Perguntei a uma das empresas que disse que faria o serviço se eles se responsabilizariam caso acontecesse qualquer dano à moto e eles disseram que não!Disseram que nunca havia ocorrido um acidente, mas que não se responsabilizariam. A minha preocupação não era nem que a moto caísse no mar, por que isso realmente era difícil de acontecer, mas sim o risco que dano, já que minha moto tem muita carenagem e é pesada e na hora de carregá-la poderia acontecer algum imprevisto. Diante do quadro recuei e resolvemos encarar os 50 km de barro de novo.

50 km de barro de moto na estrada de Barra Grande 50 km de barro de moto na estrada de Barra Grande(vídeo)

De volta ao barreiro, mas agora com chuva

Saímos de manhã, passamos pelo areia e tudo parecia bom, já que a estrada estava bem seca. Entretanto, no meio do caminho veio a surpresa: chuva!! Nossa, isso era tudo que eu temia e a estrada realmente virou um quiabo.

Tive de reduzir a velocidade de 60 par 20/25 e pelas contas, nessa velocidade levaríamos 3 horas para fazer o percurso. Com a chuva, além de ficar escorregadia surgiram várias partes alagadas, que são perigosas pelo passibilidade de esconder algo que pode te derrubar, como um buraco, um pedaço de pau ou uma pedra.

Tivemos de parar para colocar a roupa de chuva e segui bem cauteloso. no meio do caminho, acreditem, encontramos uma 4x4 L200 Triton atolada. Um caminhão que estava de passagem parou para tentar ajudar, mas a corda era muito fina e como eu previ ela arrebentou. Como eu disse a Viviane: a moto pode até cair, mas a vantagem é que é quase impossível ficarmos atolados!

Seguimos nosso caminho passando por vários aguaceiros, por horas. Além de perder muito tempo nesse trecho molhado o outro reflexo negativo é que a moto tinha perdido a cor: estava toda marrom. Se duvidar havia entrado barro até dentro do tanque de combustível! rss. O trabalho que ia dar par alimpar tudo aquilo seria enorme e ia ter de ser feito, por que o barro tem óxido de ferro e ajudaria a corroer a moto rapidinho.

Moto toda cheia de lama Moto toda cheia de lama

Do barreiro para o tapete

Depois de mais de três horas chegamos no asfalto. O contraste era bem grande, já que o asfalto era um tapete. Dali para Itacaré seriam mais umas duas horas, com asfalto até lá.

Já chegando em Itacaré, quando já avia anoitecido caiu uma chuva tão forte, mas tão forte que quase não dava para ver  5 metros à frente. Tive de reduzir muito a velocidade, chegando, novamente, aos 30 km/h.  Parecia que o céu estava desabando.

Chegamos em Itacaré assim, debaixo de chuva. Foi todo ensopado que trafeguei pela estrada nova que liga Camamu a Itacaré. Quando entramos na cidade a chuva amenizou e fomos à procura de nosso camping. Havíamos reservado um espaço no Camping Natureza Viva,  no final da Praia da Conha (a praia urbana de Itacaré) e tinha sido um preço caro, 60 reais a barraca. Fizemos várias tentativas com outros por telefone e internet dias antes mas esse era o mais em conta. Em período de carnaval a cidade fica cheia e o pessoal aumenta o preço.

Enfim, no asfalto Enfim, no asfalto

O camping escondido

Depois de algumas perguntas e voltas finalmente encontramos o camping, que fica realmente escondido. Ao chegarmos percebemos que não era um lugar muito bem cuidado. Era um terreno pequeno, com uma pequena lanchonete. Tinha sombra mas dava para perceber que era meio largado. Sob uma chuva já bem fraquinha montamos nossa barraca  e fomos dormir, cansados.

 

Relembrando A aventura de minha vida

Eu já havia estado em Itacaré em 2003, durante a Expedição Grande Mar, na qual percorremos o trecho de Salvador ao Rio de Janeiro em dois hobbie-cats. Nesta passagem paramos por lá e tivemos de ficar três dias devido à quebra de uma peça de nossa embarcação e ao mal tempo. Fizemos alguns amigos mas ficamos durante esses três dias focados totalmente em realizar os reparos para prosseguir com nossa expedição, que foi a maior aventura de minha vida até hoje.

Camping Natureza Viva Camping Natureza Viva

Explorando as prias de Itacaré

No dia seguinte saímos para visitar as praias de Itacaré. Inicialmente passeamos pela Concha, depois seguimos de moto para as praias de Resende, Tiririca e Ribeira. Essas praias são belíssimas. O mar é forte mas há alguns locais para tomar banho para aqueles que não são tão bons no nado.

Como é característico do litoral da Bahia há muitos coqueiros e uma água linda. Tomamos água de côco (3 reais cada uma) e ficamos entre essas três praias  quase o dia todo e no final da tarde voltamos para o centro da cidade para comer alguma coisa.  Tudo estava cheio e qualquer coisa demorava para sair da cozinha.

Praia do Rezende Praia do Rezende

Tentamos diferentes lugares mas todos estavam da mesma forma cheio. Como eu disse Itacaré fica cheio no carnaval e isso traz alguns problemas. Depois de alguma tentativas optamos por comer num restaurante que fica logo na entrada da cidade de quem vem das praias do litoral sul de Itacaré. Eu paguei 21 reais e Viviane 27. Foi bem servido, mas tivemos de esperar quase uma hora. Se você for num feriado grande ou no verão se programa para deixar algo agendado num restaurante ou se prepare para esperar um bocado.

 

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