Relato de viagem

Muita emoção no Rafting pelo Rio de Contas em Taboquinas - Itacaré

O rafting em Itacaré é algo imperdível para os aventureiros e mesmo para aqueles que não estão acostumados ao alto nível de adrenalina. Há muitos anos que ouvia falar dessa atividade no rio de contas e sempre esteve nos meus planos curtir a descida dos corredeiras de bote. Na última vez que passei por Itacaré infelizmente não tive tempo para conhecer os atrativos da região com detalhes, mas dessa vez já fomos preparados.
Existem vários níveis de rafting, que traduzem as dificuldades e esforço envolvidos. Para os iniciantes recomendo o nível 2 (o 1 é muito sem graça). Nós fizemos o 2-3, que já traz uma excelentes emoções sem trazer grande perigos ou exigir experiência prévia dos participantes.

Estrada para Taboquinhas Estrada para Taboquinhas

contratando o rafting

Diversos operadores oferecem atividades de aventura em Itacaré, incluindo o rafting. Apesar da maioria das empresas estarem sediadas na cidade todas as atividades de descida de rio são realizadas fora da cidade, já que a porção do Rio de Contas propícia para a atividade fica a 40 quilômetros de Itacaré, num distrito chamado Taboquinhas.

Nós compramos o passeio na agência do No Limite Itacaré, no centro da cidade (na avenida beira mar) e pagamos 40 reais por pessoa. Para aqueles que não estejam com transporte próprio há a opção de pagar um valor a mais para o serviço de transporte (se não me engano 20 reais para ida e volta por pessoa). Como estávamos de moto não precisamos desse serviço.

Trajeto de Itacaré até o local do rafting

O acordado é que deveríamos estar lá às 09:00 da manhã. Como não conhecíamos o caminho e segundo as informações a estrada era de barro, nos preocupamos em sair com bastante antecedência, para o caso de a estrada está muito ruim ou termos alguma dificuldade para encontrar o local. Para chegar lá você deve sair de Itacaré pela BA-001, ir até o quilômetro 5 onde há uma rotatória e pegar a Ba-654, com direção a Taboquinhas. Até a rotatória é asfalto e o percurso da BA-654 é de barro (25 km).

A estrada, apesar de ser de barro, não está muito ruim e é possível manter uma média de 40/50 km p/h. Se estiver chovendo ou tiver chovido no dia anterior daí a situação da estrada pode piorar bastante e é recomendável que você sai com mais antecedência para não perder o horário do rafting.

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As instalações e procedimentos

Conseguirmos chegar no horário. As instalações do operadora do Planeta Rafting são modestas, mas suficientes para a atividade executado. Eles tem uma pequena casa, sem divisões, de cerca de 20 metros quadrados com bancos (não são suficientes quando há muita gente), um balcão e armários (sem trancas) para guardar os objetos pessoais e atrás, um pequeno restaurante com vista para o rio.

Apesar de termos chegado na hora houve atraso para o inicio do passeio. Da base de recepção até o ponto de onde se inicia a descida do rio são alguns quilômetros, e esse percurso é feito no carro da própria empresa (um caminhão e uma caminhonete). Assim que chegamos nos identificamos e pediram para esperar um pouco. Algum tempo depois fomos informados que devíamos fazer o rafting de tênis, e isso não tinha sido informado quando o passeio foi vendido. Nós estávamos de tênis, mas só tínhamos um e não queríamos molhar e depois ficar o resto da viagem com o tênis molhado (tênis demora para secar, ainda mais para quem está em deslocamento). A funcionária reagiu de uma forma meio inesperada, dando a entender que já deveríamos saber que era necessário tênis. Outras pessoas também estavam reclamando da mesma coisa.

Galera do bote Galera do bote

Preparando o equipamento

Depois de quase uma hora esperando é que efetivamente saímos. O que houve na verdade é que havia pouca gente para fechar um grupo para descer num bote e eles nos fizeram esperar para juntar com outros grupos que estavam marcados para mais tarde e isso também foi motivo de reclamações de várias pessoas.

Depois da resenha seguimos todos no caminhão e eu deixei minha moto estacionada em frente à sede.  Seguimos pela estrada por cerca de 20 minutos e chegamos ao ponto de descida. Nesta área á espaço para estacionar (para poucos veículos), então se você quiser ir até lá com seu veículo há a possibilidade de estacionar lá, mas é bom conversar antes.

A propriedade é uma espécia de sítio, sem nenhuma construção, servindo somente de acesso ao rio e estacionamento. Depois de desembarcar os dois botes o instrutor começou a conversar conosco, de uma maneira bem descontraída. Apelidado de Nigéria ele disse ser um local que começara a trabalhar com rafting a alguns anos, depois de fazer cursos. Nigéria era muito simpático e articulado, e nos fez esquecer todos os problemas anteriores com a empresa.  O bote usado era bem grande, para oito pessoas, mais o instrutor.

Carregando o bote Carregando o bote

mão no remo!

Toda as explicações sobre os procedimentos, os riscos e como agir foram feitos por Nigéria. Ele é o guia, mas o motor éramos todos nós. Para que a decida saia como esperado os "passageiros" precisam atender os comandos do guia e remar de acordo com o solicitado, que pode ser avante, só de um lado ou à ré. Além disso há posições de "cruzeiro" e posições de "segurança", que é quando estamos num trecho mais forte de corredeiras.

Foi explicado também que caso alguém caísse na água deveria simplesmente boiar com as pernas para frente, no sentido da corredeira, e de barriga para cima. Não era preciso fazer nada, pois o "resgate" seria providenciado rapidamente. Como eu já tinha feito rafting em Bonito (Mato Grosso do Sul) e estou acostumado com atividades de aventura (vivo em busca delas) estava bem tranquilo, mas Viviane e outros "passageiros" estavam um pouco apreensivos. Depois de todas as explicações fomos fomos solicitados a ajudar a carregar o bote, para levá-lo até a água. Já no bote  os comandos foram rapidamente repassados e começamos nossa descida, que duraria cerca de 2 horas.

Iniciando a descida radical

O início foi bem tranquilo, mas depois de cerca de 40 minutos começaram a aparecer umas quedas maiores, Alguns torciam a embarcação, outras deixavam o bote quase em 40 graus de inclinação, mas a embarcação junto com a experiência do guia sempre dava um jeito de passar por surpreendentes apertos de forma esguia e segura, mostrando que a maleabilidade do bote é a chave para o sucesso.

Descida de corredeira Descida de corredeira

Em algumas descemos de ré, em outras de lado, mas a maioria de frente. Essas posições "alternativas" não eram por acaso, mas sim escolhidas pelo guia para dar mais emoção. A cada momento Nigéria ia gritando as ordens, como um comandante guia sua tripulação, sempre utilizando os comandos previamente combinados, mas o ponto algo era a comemoração com um grito de guerra e os remos para cima, sempre que vencíamos um obstáculo. Em homenagem ao nosso guia escolhemos, por minha sugestão, o próprio apelido do guia como grito de guerra. Ainda soa nos meus ouvidos os inúmeros momentos de comemoração com o grito NIGÉÉÉÉÉÉRIA!

alta doze de emoção

Mais ou menos na metade do percurso houve uma parada num trecho do rio onde há um poço e um local de onde é possível saltar, de cerca de 6 metros de altura. Eu, é claro, não perdi a oportunidade e saltei duas vezes. Outras pessoas também saltaram e algumas não encararam. Além do salto a parada serviu para dar uma descansada para depois seguirmos o trecho que faltava.Passamos por mais corredeiras e na última o guia fez uma brincadeira, colocando todos nós para de frente a uma corredeira (depois de a ter passado) e ficamos remando contra ela  de forma intensa. A frente do bote começou a encher de água e isso fez com que a frente afundasse um pouco, temporariamente, provando, "enfim", a queda de algumas pessoas.

Emoção pura Emoção pura

Chegada com TIROLESA e falha na filmagem

A diversão era justamente cair e como eu estava bem na frente, na parte que mais afundou, eu também fui para a água, com câmera e tudo. Eu tinha fixado minha câmera à prova d'água no colete para filmar o percurso e no momento da queda a única preocupação foi não perder a mesma.

Seguimos o resto do trecho do rio em águas calmas até chegarmos de volta à base da operadora, onde eu tinha deixado minha moto. A base dá, na parte d trás, para o Rio de Contas e na chegada vimos que havia também uma tirolesa, presa numa árvore de um lado e chegando na água de outro.

O melhor é que a tirolesa estava inclusa e podia ser utilizada à vontade. Aproveitei para descer duas vezes. Do outro lado, no final da tirolesa fica um barquinho de madeira com uma pessoa que traz de volta a pessoa que acaba de descer. Terminamos o passeio felizes e contentes, somente ficando triste quando descobri que toda a filmagem do rafting que eu tinha feito com a câmera à prova d'água tinha sido perdida, devido a um defeito do cartão de memória. (Não foi por que caiu na água, foi por que, por engano, coloquei um cartão que eu tinha descoberto, no dia anterior, que estava danificado). Por outro, compensando a perda da filmagem nós adquirimos as fotos feitas por um fotógrafo que ia de caiaque, na frente do passeio, e  e ficava nos pontos estratégicos tirando fotos de todo o grupo.

Serviço de fotografia

Pagamos 25 reais por um CD com todas as fotos e almoçamos no restaurante que fica no fundo da Planeta Rafting por 24 reais. Depois de um descanso seguimos de volta pela estrada de barro para Itacaré para nosso camping. Eu estava com pouca gasolina e para minha completa surpresa descobri que havia, naquela estrada de barro, um posto de gasolina, e bem arrumadinho. Parecia uma miragem! Fica a dica para aqueles que passarem por lá. Só chequem antes se o posto não faliu desde a nossa passagem por lá.

Saltando do penhasco Saltando do penhasco

Contatos do Planeta Rafting: 073 9958-3590  e planetarafting@hotmail.com

Facebok da agência para compra de passeio de rafting: neste link

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