Relato de viagem

Um dia em Bruxelas visitando o Atomium, a minieuropa e a ida para Amsterdã

Junior disse que queria dar uma volta enquanto nos arrumávamos, mas eu argumentei que seria melhor já sairmos todos de uma vez e só voltarmos no final do dia, já que não tínhamos muito tempo na cidade. Entendemo-nos e saímos todos juntos. Decidimos que primeiro iríamos para o Atomium, que é o ponto turístico mais importante do país, e de lá para a mini Europa.

Concluímos que seria muito mais fácil para nós irmos andando usando o GPS do que ter de se inteirar de como funcionava o sistema de transporte e comprar os bilhetes, ainda mais que eram somente cinco quilômetros e aproveitaríamos para conhecer e fotografar a cidade melhor se fôssemos caminhando. Esse tipo de decisão é bem comum, já que para um turista recém-chegado, muitas vezes andar ou pedalar é a melhor saída, já que você fica no controle da situação.

Se você pega um transporte público sem conhecer a cidade e sem falar o idioma local (nem todo mundo fala inglês), corre o risco de ir para o lugar errado e ficar muito mais longe do seu destino. Com o GPS na mão você vai exatamente para onde quer.

Caminhando por Bruxelas Caminhando por Bruxelas

Caminhando por Bruxelas

Seguindo esse conceito, liguei o GPS do celular, procurei o Atomium e tracei a rota para lá. A cidade me pareceu bem organizada e limpa, como eu esperava. A arquitetura é semelhante ao que se encontra em paris, com imóveis baixos e antigos e muitas vielas e ruas apertadas, mas bem diferente do conceito de viela que temos por aqui.

No nosso caminho encontramos logo uma espécie de catedral que ficava numa praça bem ampla e então aproveitamos para tirar fotos. Mais na frente Júlia decidiu comprar água mineral e entramos todos na lojinha juntos. Percebemos que o atendente não falava uma palavra de inglês e Júlia me perguntou então saber o preço, já que não estava  no produto. Eu disse que nesse caso não havia como, a única forma de descobrir seria dando o dinheiro e verificando o troco! Já tínhamos passado por situações semelhantes quando fomos a Paris, onde a maioria das pessoas não falava (ou não queria falar) inglês.

Comunicação sem falar o idioma

Muitas pessoas podem pensar que é impossível se virar num país onde se fala uma língua que você não tem nem noção, mas não é verdade. A verdade é que no fundo no fundo, você não precisa ter muito contato com as pessoas para fazer ou ir onde você quer. Para comprar comida normalmente você olha o preço no cardápio, quando num restaurante, ou na etiqueta quando num mercado. Se por algum motivo ainda assim não for possível ver o preço antes, a solução é simplesmente mostrar o produto, da o dinheiro e esperar pelo troco.

Sempre temos uma noção de quanto vai custar uma coisa mais ou menos. Por exemplo, a água mineral de Júlia não ia custar mais de 2 ou 3 euros (na verdade foi um euro e pouco). Já para se locomover, se você tem algum tempo para aprendizado (não somente um dia como nós tínhamos), a melhor forma de se locomover é metrô, pois ele para sempre em todas as estações, normalmente avisa por áudio a próxima estação e ainda tem o mapa da linha nas estações e dentro do trem.

No último caso (em caso de se perder mesmo) você ainda tem a opção de procurar um taxi, mostrar ao motorista o endereço num pedaço de papel e fazer o símbolo de dinheiro perguntando quanto é. Nesses casos normalmente eles respondem o valor com os dedos, para ficar claro. Ou seja, se você conseguir se locomover e comer já é o suficiente para sobreviver em qualquer lugar!

Olha a pose Olha a pose

A feira e o parque Van Laken

Continuando nossa caminhada, passamos por uma espécie de feira dominical (apesar de ser sábado), onde se vendia de tudo: frutas, eletrônicos, roupas e artesanatos. Os vendedores ofereciam seus produtos com energia e vigor. Não pareciam nada contidos ou quietos. Seguimos então caminho e a próxima parada foi no Park Van Laken. Um parque urbano, que ficava já próximo ao Atomium, muito bonito e aconchegante.

 Park Van Laken Park Van Laken

Entramos achando que era pequenininho, e nos surpreendemos. Tiramos várias fotos, apreciamos a paisagem e ficamos lá mais do que esperávamos. Havia um lago, muitas aves, belos jardins e algumas esculturas. Saímos do parque não por onde havíamos entrado, mas por uma estradinha belíssima, que também ficou registrada em nossa coleção de fotos. Dali já víamos o Atomium (que é muito grande e se vê a quilômetros de distância) e, portanto desliguei o GPS e seguimos no visual.

Atomiun Atomiun

O Atomiun é impressionante

Os 102 metros do principal marco de Bruxelas, com suas nove esferas brilhantes realmente chama a atenção e impressiona. Ele foi construído originalmente para a World Fair, foi projetado por André WaterKeyn e representa a estrutura de um átomo ampliado 165 bilhões de vezes. As esferas da estrutura são interligadas e os visitantes podem visitar uma a uma, através de escadas rolantes, com exceção da superior que é acessada por elevador. Começamos a tirar fotos dele e com ele desde muito longe, já que ele se sobressai na paisagem. Para se ter uma ideia, cada uma das nove esferas tem 18 metros de diâmetro, e dependendo da época do ano abrigam exposições sobre diversos temas, normalmente ligado à ciência e à cultura.

 

Visita ao Atomium, em Bruxelas Visita ao Atomium, em Bruxelas(vídeo)

Depois de visitar o Atomium, nós nos dirigimos para a minieuropa. Trata-se de uma espécie de parque onde há miniaturas dos principais marcos e construções de países da Europa. A apesar de podermos ver a minieuropa lá de cima do Atomium, ao descer perdemos a referência.

Procuramos, procuramos, e terminamos por achar caminho. Não ficava muito longe, mas não podíamos, lá de baixo, ver os elementos do parque. Eu logo de início opinei que a entrada era através de uma espécie de passarela que ficava à nossa frente e à esquerda, e os outros acharam que não por que logo depois dela havia um estádio, então acharam que aquele acesso era para o mesmo. Depois de alguma procura, terminamos achando e entrando por trás, e fomos ao final descobrir que o que eu imaginava ser a entrada principal realmente era.

Apreciando a cerveja belga e um espetáculo de dança

Ao identificar o acesso ao parque, passamos por uma área cheia de restaurantes e bares, todo muito movimentado e muito bonito. Os restaurantes colocavam os cardápios expostos do lado de fora, com os preços, mas mesmo assim tínhamos dificuldade de identificar o que era o que. Dutch, a língua usada naquela região não é nada fácil. Podia-se pescar algumas palavras aqui, outras ali, mas nada que nos desse segurança sobre o que estávamos pedindo.

Não queríamos perder tempo sentando e perguntando (até por que nem todo mundo falava inglês), e por isso estávamos procurando captar as informações diretas nos cardápios. Foi então que avistamos um restaurante que parecia ser de comida brasileira.  Sentamos então na mesa, e apesar de servir pratos brasileiros, ninguém do restaurante falava português, e nem inglês! Mas por felicidade nossa muitos pratos brasileiros estavam com os nomes originais no cardápio, e podemos então pedir com facilidade. Além da comida, eu pedi uma cerveja escura que veio num copão que encheu meus olhos.

Tomando uma cerveja em Bruxelas Tomando uma cerveja em Bruxelas

Em frente ao restaurante que estávamos sentados havia um palco. Havia um rapaz que estava fazendo uma certa animação, e logo depois ele introduziu uma equipe de meninas puladoras de corda. Mas elas não eram meninas que pareciam estar ali para se divertir, e sim pareciam ser profissionais. Estavam todas com um uniforme, e eram muito organizadas e bonitas.

O apresentador estava empolgado ao anunciar a apresentação, e chamou todos para ver o espetáculo. Ele pedia para que todos se aproximassem e vinhessem conferir a atração. As pessoas atenderam o seu comando e aos poucos o palco foi cercado por várias pessoas que passavam por ali. Elas dançaram ao som de uma espécie de viola com som de velho oeste americano e numa velocidade frenética. Fizeram vários passos impressionantes e de forma coordenada.

Visita à minieuropa e o metrô de Bruxelas

De barriga cheia, seguimos em direção à minieuropa. Ao entrar no parque, perguntaram nossa nacionalidade e recebemos um panfleto com detalhes de todas as miniaturas (em português), e praticamente fomos impelidos a tirar uma foto com uma tartaruga (uma pessoa vestida de tartaruga). Não entendemos o que tinha a ver a tartaruga com tudo aquilo, ainda mais que ela era laranja, e só conheço tartaruga verde! Entramos e já de cara começamos a nos impressionar com a qualidade das miniaturas. Elas pareciam reais e eram precisas nos menores detalhes. Tiramos várias fotos que para um desavisado pode parecer que foi tirada no monumento original do país.

Minieuropa Minieuropa

Havia vários monumentos/construções que eram interativos e atraiam a atenção dos visitantes. Dali começamos o nosso retorno. Traçamos nosso retorno pelo GPS, mas após andar um pouco vimos uma estação de trem de superfície (uma espécie de metrô), e entramos para especular se conseguiríamos voltar usando esse transporte. Sabíamos que nosso hotel ficava próximo à estação de trem internacional MIDI, e essa foi nossa referência.

Vimos no mapa que havia uma estação próxima à MIDI, e decidimos que voltaríamos nele. Estávamos em dúvida sobre como adquirir o bilhete, e fomos então perguntar a um funcionário que se mostrou muito solicito. Informou-nos o preço, disse que devíamos comprar direto na máquina de autoatendimento com cartão de crédito e aproveitamos para confirmar se passava na estação que precisávamos.

Tudo certo, pagamos nossos bilhetes e entramos na área de embarque. A estação era muito organizada e limpa e tudo parecia novo, assim como o trem. Fomos todos sentados, e em pouco tempo chegamos à estação próxima ao hotel. Apesar de estarmos próximos ao hotel, não estávamos numa área que reconhecíamos, e precisamos novamente do santo GPS, que novamente nos levou, após uma caminhada de 10 minutos, à nossa pousada. Como não queríamos pagar uma segunda diária, entregamos o quarto ao sair de manhã e pedimos para guardar as mochilas no hotel. Na nossa volta então não tínhamos um quarto para ficar, e nosso trem com destino à Amsterdam só partiria dali a três horas. Decidimos então dar uma volta, caminhando, por perto do hotel. Simplesmente caminhar e conhecer mais um pouco.

Embarque no trem europeu Embarque no trem europeu

De Bruxelas a Amsterdã

A viagem até Amsterdã foi tranquila, confortável,  no mesmo tipo de trem e chegamos a noite. Logo na saída, procuramos um táxi. O terminal de trem fica no centro de Amsterdã e não ficava distante do nosso hotel. O hotel de Amsterdã era um grande expectativa nossa. Tínhamos feito uma reserva no CitzenM. é um hotel conceito, cheio de modernidades e tecnologias. O preço não tinha sido caro para o padrão dele. Pagamos o equivalente a R$ 95 reais por cada um por diária e nesse trajeto eu já estava imaginando o quão bom o hotel seria.

Motorista tagarela

 O motorista foi o tempo todo falando freneticamente no celular, parecendo que estava brigando. Eu tinha simplesmente dito onde queríamos ir e dado o endereço do hotel. Entramos ele começou a dirigir e falar, sem parar, até o destino final. Não sei se é inerente ao idioma neerlandês (que tem origem no dutch - alemão), mas parecia que ele estava brigando mesmo.

À primeira vista Amsterdã parecia uma cidade linda. Tudo muito organizado, uma cidade pequena, com muitas bicicletas e o tram, que é como eles chamam o trem leve que roda nos trilhos, no meio da rua. Apesar de ser um trem leve é super moderno, confortável e rápido, pelo que podíamos ver. Quando chegamos ao hotel fomos muito bem recebidos.

CitzenM, um hotel que é uma atração turística

Quando me dirigi à recepção falando em inglês o funcionário me respondeu em português! Eu surpreso percebi, pelo sotaque dele, que era português, e ele astuto também conseguiu perceber que éramos brasileiros devido às conversas paralelas que ele ouviu. Ele muito simpático disse que o atendimento poderia prosseguir em inglês ou português, e claro escolhi português, por que seria meio artificial falar em inglês com alguém que fala português. Fizemos o checkin e logo fomos apresentados aos ambientes do hotel. O CitzenM é um hotel com tudo que há de moderno e jovem.

Hotel CitzenM Hotel CitzenM

A decoração atual, tecnológica e os equipamentos de última geração como os MACs de 22 polegadas na área de acesso à internet. Havia uma área de lanche e estar com bancos, pufs, poltronas estilizada se a lanchonete, que era uma espécie de self-service, onde você mesmo pegava os lanches já em pequenas embalagens e o atendente, também sempre sorridente pedia seu cartão, para registrar na conta. Nos foi fornecido um controle remoto que comandava todo o quarto. A cortina da janela era elétrica, a iluminação mudava de cor, o som, o ar condicionado a tv e tudo mais era comandado pelo controle remoto que tinha um display digital e que, pasmem, tinha a seguinte mensagem: "Welcome Amon!".

 

 

Sistema automatizao

Sistema digital integrado do hotel Sistema digital integrado do hotel

O sistema automaticamente transferia os dados da reserva para o controle na hora do checkin. Ficamos bastantes felizes por estarmos desfrutando de um hotel tão bacana! Depois de nos acomodarmos descemos para acessar a internet, atualizamos as redes sociais, fizemos ligações e vimos os emails, cada um com seu notebook.  Comemos alguma coisa e depois fomos tomar um banho e dormir, pois tínhamos de bater perna por Amsterdã no dia seguinte e tínhamos de aproveitar o máximo, já que não tínhamos muito tempo!

 

 

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