Relato de viagem

De Delhi a Auli, na fronteira com a China, numa das estradas mais perigosas do mundo

Saímos de Délhi bem cedo com destino a Auli, na fronteira da Índia com a china, nos Himalayas. Estávamos indo para uma região remota e isolada da Índia e ficaríamos por dias isolados e sem internet. Segundo havíamos analisado, a viagem seria de 500 quilômetros, sendo 300 em trajeto plano e quase 200 serpenteando a serra, numa das estradas mais perigosas do mundo.

Abastecendo no posto indiano Abastecendo no posto indiano

Uma estrada para os destemidos

Essa serra que torna a estrada perigosa é o início dos Himalayas, a cadeia de montanha na qual fica o pico mais alto do mundo, o Everest. Essa estrada serpenteia a serra, subindo e descendo e rodeando as montanhas e  quase não tendo partes planas. Além disso, a conservação, a sinalização e a contensão da estrada são muito precárias, tendo vários trechos danificados.

A estrada foi construída cortando a montanha e por isso há vários pontos de deslocamento de terra, rolagem de pedras e queda de barreiras. Nesta estrada dirige-se o tempo todo à beira do precipício, grande parte sem proteção de guard-rail, em mão dupla e com motoristas que dirigem com certa pressa, segundo o hábito indiano.

Um carro com segurança sobrenatural

Antes de chegarmos à parte crítica da rodovia ainda tínhamos muitos quilômetros pela frente. Logo depois que saímos de Délhi o nosso motorista, que havia se apresentado como Rajendar, parou para abastecer num posto. Saltamos todos e ao observar uma espécie de corda pendurada nas duas quinas frontais do carro, próximo das rodas, Marcelino pediu para que eu perguntasse o que era. O motorista prontamente respondeu que era uma espécie de amuleto para espantar os maus espíritos e guiar o motorista pela estrada.

Eu dei uma risada interna (para não aparentar deboche) e pensei que preferia que o motorista fosse prudente, dirigisse com cuidado e com precaução e fizesse a manutenção adequada no veículo do que confiar em supostas forças sobrenaturais para garantir a segurança dos passageiros.

Policial com porrete na mão

Saindo do posto andamos por alguns quilômetros até que um policial que estava na estrada fez sinal para que o carro parasse. O nosso motorista logo nos disse que ficássemos tranquilos, que estava tudo certo, só seria uns minutos. O policial, como quase todos na Índia, estava com um pedaço de madeira na mão. Não se tratava de um cassetete, que é algo bem acabado e feito num processo industrial. Era realmente um porrete! Era comum vermos policiais portando essas “armas” pela rua, mas na estrada foi a primeira vez.

Além do porrete ele tinha também sua arma, que não estava num coldre, e sim enfiada entre o corpo e a calça nas costas. Essa combinação dava uma impressão meio estranha, mas tudo ocorreu bem. Para transportar turistas na índia o carro tem de ter uma licença especial e também emblemas e adesivos específicos na pintura (semelhante ao que acontece com os táxis), além de pagar taxas específicas para esse tipo de serviço. O nosso carro era assim, tinha todas as licenças, pois o nosso motorista saltou com uma pastinha cheia de documentos, mostrou alguns e logo foi liberado.

Mapa com trajeto do trecho Delhi a Joshimath (cidade base para Auli):

Vê-se de tudo nas estradas indianas

Rodar nas rodovias indianas é bem diferente e interessante. Vê-se de tudo. Além dos rick-shaws tradicionais víamos veículos de três rodas adaptados para caminhões, min-vans e caminhões com boleias artesanais, ônibus coloridos e velhos e muito mais.

Caminhões com boléias coloridas Caminhões com boléias coloridas

Os caminhões grandes são diferentes de tudo que já havia visto. A cabine deles é feitas de alumínio, bem quadradões e coloridos, e cheios de penduricalhos. Parece que as cabines são construídas de forma artesanal, e por isso quase não há acabamento interno. Praticamente só há caminhões assim.

Ônibus indiano antigo e colorido Ônibus indiano antigo e colorido

Os convencionais são difíceis de serem vistos. As estradas indianas, por outro lado, não são tão ruins quanto eu imaginava, pelo menos no trecho plano. Não são rodovias bem sinalizadas, bem estruturadas, com faixas vivas, olhos de gato e demais recursos, mas pelo menos não eram esburacadas no trecho que andamos na parte plana, antes de começar a subir a serra.

Motorista dorminhoco

Após andarmos algumas horas o motorista perguntou se gostaríamos de parar para comer, e nós dissemos que não. Nós tínhamos comprado comida e estávamos preparados para ir direto, sem precisar comer em algum lugar. Fizemos isso por que pensamos que poderíamos não encontrar um local que considerássemos higiênico (limpo mesmo) no qual nos sentíssemos confortáveis para comer e felizmente (ou infelizmente) estávamos certos.

Bicicleta na estrada indiana Bicicleta na estrada indiana

Nós dissemos que queríamos chegar logo, e por isso preferíamos não ficar parando toda hora, mas disse que se ele precisasse parar para comer ou por qualquer outro motivo que ficasse à vontade. Depois disso andamos mais algum tempo numa região bem plana e com muitas retas. Eu estava sentado na frente, ao lado do motorista, e comecei a observar que ele estava meio sonolento, e em determinado momento observei que ele chegou a fechar os olhos, num breve cochilo!

Macaco catando piolho Macaco catando piolho

Na mesma hora reclamei. Disse que ele tinha dormido. Ele a princípio negou, mas como eu insisti que tinha o visto fechar os olhos ele não retrucou mais e disse que ficasse tranquilo. Depois do susto de ser pego dormindo, ele despertou, e após cerca de meia hora ele parou. Saltou, foi lavar o rosto, beber uma água e um café. Aproveitamos para esticar as pernas e a única coisa que confiei comprar no local foi uma água mineral, que é lacrada e provavelmente não haveria problema com higiene.

Você não pode apontar os pés para o deus Shiva

Durante grande parte do trajeto eu vim conversando com o motorista sobre diversos assuntos. Ele perguntou sobre o que fazíamos no Brasil, eu perguntei sobre a Índia, sobre corrupção policial, sobre política e mais uma infinidade de coisas.

Deus indiano shiva colorido Deus indiano shiva colorido na estrada

Como eu sou um pouco alto (1.81) apesar do carro ser espaçoso, eu sentia vontade de estar sempre alternando a posição das minhas pernas. Certo momento então eu cruzei as pernas de forma que o meu pé esquerdo ficou “apontando” para a miniatura do deus hindu Shiva que ele tinha colado no painel do carro. Daí ele me disse que não se podia ficar apontando os pés para um deus hindu. Eu então descruzei a perna e cruzei ao contrário (de forma que o meu pé direito ficou para o lado da janela). Eu disse “sorry”, e ele disse que eu era um bom homem.

Esse pequeno “incidente” ocorreu algumas horas depois de termos conversado sobre religião na Índia e ele ter me indagado sobre minha religião. Eu tinha dito que eu não tinha nenhuma religião. O engraçado é que muitas pessoas não perguntam se você tem religião, e sim qual é a sua, como se você não tivesse a opção de não ter nenhuma. Eu posso dizer que fui um pouco ameno na resposta, pois me limitei a dizer que não tinha religião.

Há muitas pessoas que não tem religião por mera preguiça, comodismo ou mesmo por que não se identificam com nenhuma, mas que apesar disso acreditam de alguma forma em religiosidade e coisas sobrenaturais ou deuses. Apesar de eu não acreditar em nada disso, ser ateu e integrante de grupos de discussão sobre secularismo achei por bem não dizer aquilo para ele, pois não sei como seria a reação e queríamos chegar em segurança!

TRânsito em Rishikesh

Engarrafamento em Rishikesh na Índia - Vídeo de viagem Fazendo as Malas Engarrafamento em Rishikesh na Índia (vídeo)

Depois de cerca de uma hora passamos por Rishikesh. Estava tendo alguma festa na cidade e ficamos muito tempo num engarrafamento intenso. Esta cidade indiana é fica no pé da serra onde começa o trecho de 200 quilômetros da estrada tenebrosa pela montanha que iríamos pegar.

Júlia normalmente se sente mal e chega a vomitar quando anda de carro como passageira, e agora que entraríamos na região de serra tudo ficaria pior, pois seriam curvas em cima de curvas, todas com grau acentuado, fazendo com que fôssemos chacoalhando de um lado para o outro no carro, já que estaríamos contornando as montanhas e também o rio que víamos da janela.

COMEÇO DA ESTRADA TENEBROSA

Dirigindo pela serra perigosa de Rishikesh a Auli - Vídeo de viagem Fazendo as Malas Dirigindo pela serra perigosa de Rishikesh a Auli (vídeo)

A partir da nossa passagem por Rishkesh começamos a margear 0 famoso rio Ganges, considerado sagrado por muitos indianos e também muito poluído nas grandes cidades. Entretanto, nessa região que estávamos ele era muito limpo, bonito e inclusive utilizado para esportes de aventuras como rafting. Ele nasce nos Himalaias e só começa a ser poluído nos grandes centros.

Podíamos ver do carro vários pontos de apoio a rafting, com quiosques, e infraestrutura para acampamento, assim como os botes de rating passando pelas corredeiras de águas azuis esbranquiçadas se chocando contras as pedras.

Após cerca de uma hora subindo da serra o nosso motorista nos disse então que pararia para comer. Eu disse que tudo bem, mas todos ficamos surpresos com o local que ele escolhera para comer, pois tinha um aspecto horrível e uma total falta de higiene, apesar de estar já na serra e numa região turística.

A sujeira crônica

Esse é um grande problema da Índia: mesmo em lugares turísticos às vezes se tem dificuldade de encontrar lugares limpos e agradáveis. Isto provavelmente ocorre devido ao alto índice de pobreza e miséria que existe e por falta de estrutura. Entretanto, por outro lado, penso que a pobreza só é um indutor para a falta de higiene, mas não um fator determiante.

Por tudo que havíamos visto até ali parecia que, de forma geral, os indianos não eram higiênicos e limpos. Claro que há lugares que não são assim, como foi nosso hotel em Goa, o restaurante do hotel Fidalgo, também em Goa, o aeroporto de Délhi e vários outros lugares. Mas na rua, de uma forma geral as coisas são sujas e mal cuidadas.

Estrada comprometida

Aguardamos o Rajendar terminar de comer e prosseguimos serpenteando os Himalaias e cada vez subindo mais.

Dirigindo na beira do precipício para Auli na Índia Na beira do precipício na estrada para Auli na Índia

Há muitas placas (já velhas) dizendo que o motorista deve buzinar nas curvas. Esta mensagem se deve ao fato de que as curvas são muito acentuadas e curtas, e muitas vezes não é possível ver o veículo que vem na mão contrária.

Nesse trecho da viagem passamos por pedaços bons da estrada (bons que digo são trechos que não tem buracos, mas não é uma estrada bem cuidada e sinalizada), mas de uma forma geral havia muito buraco e trechos em que o asfalto tinha sumido. Havia também muitos trechos com quedas de pedaços da estrada, tanto da parte que os veículos circulam quanto da encosta da montanha cortada que caía na estrada.

Apesar dessas estruturas parecerem ter sido bem construídas não parecia que havia uma manutenção adequada e o receio era constante e renovado a cada curva. Além do perigo que esse tipo de estrada oferece, outra dificuldade é a média de velocidade que se consegue imprimir, devido às subidas e às curvas constantes.

Para Auli numa das estradas mais perigosas do mundo Para Auli numa das estradas mais perigosas do mundo(vídeo)

A nossa média de velocidade nesse trecho ficou em cerca de 30 quilômetros por hora, alongando bastante a viagem. A nossa previsão era de no máximo 12 horas de viagem, mas já tínhamos passado disso e ainda estávamos longe.

No penhasco noite a dentro

Marcelino mesmo sonolento, estava preocupado com a segurança, em especial pelo fato de ter já ter anoitecido, o que, em teoria, tornava a viagem ainda mais perigosa. Ele sugeriu então que dormíssemos em algum hotel na estrada e continuássemos no dia seguinte. E verdade que a viagem estava cansativa, mas mesmo assim Júlia,  Viviane e eu preferíamos chegar logo, e não ter de acorda cedo no dia seguinte e ainda andar mais.

Como de costume ele insistiu e pediu que eu falasse com o motorista para que parássemos para dormir. Diante da insistência eu falei, e na mesma hora, como eu imaginei, o motorista ligou para Ajay (a pessoa com a qual contratamos o transporte até Auli) e me passou o telefone e ele disse que não era esse o acerto, e que ficássemos tranquilos que todos chegaríamos em segurança dali a poucas horas. Ele disse também, que se desejássemos parar para dormir tão cedo e continuar no dia seguinte teríamos de fazer um novo acerto.

Eu traduzi para Marcelino e contrariado ele ficou resmungando. A verdade é que ele também não estava se sentindo bem e tinha ficado decepcionado com a estrada, e por causa disso ele achava que eles poderiam compensar isso atendendo ao desejo dele. Infelizmente (ou felizmente para nós que preferíamos chegar logo) isso não foi possível e continuamos.

Dirigindo no precipício Dirigindo no precipício

Enfim em Joshimath

Cerca de 22h30min chegamos a Joshimath, que a cidade mais próxima de Auli. Auli é uma estação de esqui que fica acima de Joshimath, mas não é um município. Eu estava com o GPS ligado e já sabia que era cerca de 23 quilômetros dali até Auli, e como segundo as informações que eu tinha coletado Auli era a parte mais bonita, eu disse ao motorista que sim, queríamos ir até Auli e rapidamente escolher um hotel por lá. Ele disse “ok”.

Por aqui não há hotéis!

 Seguimos e meia hora e chegamos no topo. Começamos a procurar por hotéis, mas para a minha surpresa o motorista não conhecia Auli. Ele nunca tinha chegado até ali, e por isso ficou um pouco difícil, às 23 conseguir encontrar pessoas na estrada naquela região tão deserta para nos dar informações.

Em determinado ponto da subida para Auli havia uma bifurcação, e sem saber qual escolher o nosso motorista pegou a da esquerda. Ao chegar o fim da estrada encontramos uma pessoa, que quando nos aproximamos verificamos ser um militar que fazia ronda na vila militar que ficava logo ali em frente. Foi perguntado a ele sobre hotéis e ele disse que ali não havia hotéis! Nossa! Aquilo foi intrigante. Devido ao avançar da hora e já uma certa impaciência do motorista, não tivemos outra opção a não ser descer no sentido de Joshimath para procurar um hotel.

Fiquei bem atento na janela, observando se via algum hotel, assim como os outros. Avistei um e pedi que parasse, mas aparentemente estava fechado e prosseguimos.

A região que estávamos, a quase 3000 metros de altitude, já bem próximo da fronteira da Índia com a China era extremamente isolada e diferente de todos os lugares no mundo que já tínhamos ido, e por isso estávamos um pouco apreensivos e queríamos ficar num local seguro e bacana.

Aqui eu não paro, disse o motorista

Descemos mais um pouco e logo avistei uma placa com os dizeres “Nature Inn”, e pedi que o motorista parasse. Ele se recusou! Disse que não era seguro parar ali! Disse que não dava e criou uma enorme dificuldade.

Ski Resort Auli Ski Resort Auli

Já era bem tarde, e apesar da estrada ser serpenteada, sem acostamento e estreita, havia passado um bom tempo desde o último instante em que avistamos alguém na rua e dificilmente encontraríamos alguém para dar informações de novo. Além disso, próximo à entrada do hotel havia sim espaço para parar, mas ele relutava. Ele não estava falando mal do hotel ou algo assim, mas dizendo que não dava para parar ali.

Depois de muita insistência eu tive de ser até um pouco rude, por que ele simplesmente não estava parando, mas ao perceber que não abriríamos não ele parou. Ao abrir a porta do carro rapidamente sentimos o vento gelado e um frio intenso. Havíamos saído de Délhi, que é um lugar quente, com roupas leves, mas eu tinha trazido fora da mochila um casaco de lã, e tinha recomendado aos outros que fizessem o mesmo.

Viviane parece que não acreditou em mim, e ao sair quase passou mal de tanto frio. Devia estar uns 5º C, e corremos rápido para a entrada do hotel. Não havia ninguém na recepção. Chamei, chamei até que apareceu uma pessoa. Perguntei se havia acomodação para quatro pessoas disponível, ele disse que sim e me informou o preço de 2000 rúpias por quarto (cerca de R$ 76,00 ), e que seriam dois quartos, cada um para duas pessoas. Pedi para ver os quartos e fiquei muito surpreso, pois eram muito aconchegantes e enormes! Muito grande mesmo. Na mesma hora fechei, voltei no carro e disse que ficaríamos ali.

Motorista com papo suspeito

Ao desembarcamos nossa bagagem o motorista veio falar comigo com um papo muito suspeito. Perguntou se eu tinha gostado do serviço, eu disse que sim, e ele então me disse que faltava eu pagar pelo serviço dele. Como assim?? Já paguei tudo! Ele disse que havia sido pago somente pelo carro e que faltava pagar pelo motorista!

Estrada serpenteada para chegar em Auli Estrada serpenteada para chegar em Auli

Olha só que malandro e desonesto, querendo roubar a gente. Na mesma hora eu disse que de forma alguma pagaria algo mais, por que já estava tudo pago. Ele insistiu que não e então eu disse a ele que ligasse para Ajay, naquele mesmo momento. Ele mentindo, disse que o celular não estava pegando ali. Eu sabia que era mentira dele, e que ele dissera aquilo para que eu não tivesse como falar com Ajay.

Eu então muito sério disse a ele que estava tudo pago, o carro e o motorista e que eu tinha um recibo de Ajay dizendo isso de forma clara, e perguntei se ele queria ver. Percebendo que eu não ia ceder e não daria dinheiro algum a ele, ele disse que não, não era necessário.

Fronteira indo-tibetana Fronteira indo-tibetana

Dei meia volta e fui para o hotel. Ele tinha realmente dirigido bem, feito um bom trabalho, mas estragou tudo no final, com aquela tentativa de arrancar dinheiro. Eu tinha até combinado com ele que poderia ligar direto para que ele fosse nos buscar e levar de volta para Délhi, já que ele dissera que faria um preço menor se fosse diretamente com ele, sem passar por Ajay. Mas depois daquilo não haveria mais clima para qualquer negócio, até por que fiquei muito bravo e decepcionado.

Nature Inn, um hotel com vista deslumbrante

Vista da frente do hotel Nature inn Vista da frente do hotel Nature inn

Após esse embate com o motorista me foquei em resolver as coisas na recepção. Enquanto os outros iam pegando as malas eu fui preenchendo a ficha do hotel, que como sempre era longa e detalhista. Era surpreendente como na Índia todos os hotéis, até mesmo os mais simples, pedem uma série de dados, informações e cópia do passaporte. Eles querem saber de onde você vem, para onde vai, que data, como vai e uma série de dados pessoais. Imagino que isso seja uma exigência do governo que todos os estabelecimentos de hospedagem têm de cumprir.

Quando terminamos de acomodar a malas nos quartos, preencher a ficha e tudo mais o funcionário do hotel me surpreendeu perguntando se desejávamos comer algo. Eu meio incrédulo perguntei se ele se referia a algo para aquele momento. Ele disse que sim!

Apesar dos quartos serem enormes e bacanas, o hotel era pequeno e tinha só cinco ou seis quartos, mas o funcionário tinha muita disposição, pois foi fazer um lanche para nós já quase meia-noite. Perguntei se havia um cardápio para escolhermos e ele disse que não, que bastava dizermos que queríamos.

Como as possibilidades são quase que infinitas e eu não conhecia muito bem a cozinha indiana e seus nomes pedi que ele desse exemplos do que poderia sair. Ele então citou parantha (como eles chama o chapati), chocolate quente e arroz com verduras. e foi isso que escolhemos. Devido ao frio fomos logo para debaixo das cobertas onde esperamos essa comida chegar, para depois enfim irmos dormir.

Como chegar em Auli

O aeroporto mais próximo é o Jolly Grant, que fica a 270 km de Joshimath/Auli. Desse aeroporto você terá de ir de carro até Auli.

Há trens, mas nenhum deles leva até Auli. a única forma de chegar lá é realmente de carro e numa viagem que exige disposição. Apesar da dificuldade vale a pena.

Nós contratamos um táxi turístico e pagamos 375 dólares para ir 4 pessoas  (94 dólares americanos para cada). Para contratar esse serviço fale com Ajay Sharma:

Facebook de Ajayfacebook.com/ajay.sharma.127
E-mail: ajay1933@hotmail.com
Telefones: +91 9910609111, +91 8527105493

 

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