Relato de viagem

Descubra você também Pattaya: a cidade tailandesa do turismo, diversão e belezas naturais

Depois de curtir atrações super interessantes em Bangkok nós estávamos indo para o litoral da Tailândia, em Pattaya. Essa é uma cidade muito turística do país e muito estruturada para o turismo. Já havíamos reservado um hotel e marcamos com um táxi para ele nos levar até lá, percorrendo os 124 quilômetros que a separam de Bangkok. O valor desse transporte ficou em 1300 bahts (Cerca de R$ 23,00 para cada um), o que não nos parecia muito, dado a distância.

Atrasamo-nos um pouco e a nossa saída no dia seguinte de manhã foi lá às 10:30. Suwan, o motorista,  estava paciente nos esperando, mais uma vez sorridente. O plano era só voltar para Bangkok no dia 23, direto para o Aeroporto. Havíamos reservado duas noites no hotel Highfive Pattaya e pretendíamos ter bons momentos por lá.

De Bangkok para Pattaya

No trajeto para Pattaya pegamos uma estrada no estilo Hightway de nome กรุงเทพ-ชลบุรี สายใหม่/ทางหลวงพิเศษหมายเลข  (em thai , que é incompreensível para mim), com muitas faixas de alta velocidade. Passamos por alguns pedágios e Suwan pagou todos por conta própria (já devia estar incluso no preço).

Nesse trajeto observamos: caminhões movidos a gás natural, algo que eu nunca tinha visto. Não eram caminhões pequenos, mas carretas de grande porte. Vimos vários, um atrás do outro e os vasilhames de gás ficavam afixados logo atrás da cabine, em cima do cavalinho.

Antes de chegar a Pattaya, Suwan parou no Million Years Stone Park, onde é dito ser possível ver lindos jardins, árvores petrificadas de mais de 100 milhões de anos e muitos animais. Parecia muito interessante e bonito, mas devido ao custo de 800 bahts por pessoa (cerca de R$ 60,00) terminamos optando por seguir em frente com destino às lindas praias que nos esperavam.

Pattaya, uma cidade fantástica

A entrada na cidade foi empolgante. Parecia que estávamos numa espécie de colônia de turismo. Pelas ruas víamos muitos turistas, pessoas se divertindo, muitas lojas bonitas e tudo muito arrumado.

Orla de Pattaya Orla de Pattaya

O objetivo naquele momento era encontrar o hotel, que Suwan não sabia onde ficava. Mais uma vez coloquei meu salvador GPS e consegui a direção correta. O hotel ficava numa esquina, a quatro quadras da praia e tinha uma estrutura muito boa.

Pelas fotos vistas na hora da reserva vimos que ele tinha uma piscina na cobertura, e junto com a proximidade da praia parecia perfeito. Fizemos nosso check-in, trocamos de roupa e em pouco tempo estávamos andando em direção à praia.

Chegando em Pattaya, na Tailândia Chegando em Pattaya, na Tailândia(vídeo)

Uma cidade preparada para o turismo

A cada passo que andávamos ficávamos mais felizes. Tudo ali era turístico, bem arrumado e bem atraente. As lojinhas, a estrutura das calçadas e finalmente a praia. Há, a praia era muito linda. Bem no estilo tropical, com coqueiros, águas claras e quentes e uma areia clara.

Mas apesar dessa beleza toda o que mais nos surpreendeu foi a quantidade de atividades esportivas disponíveis na praia. Havia inúmeras ofertas de jet-skis, passeios de para-sailing, passeio de lancha, de banana-boat, oferta de mergulho, de wind-surf e muitas outras coisas. A cada cinquenta metros que andávamos alguém nos oferecia alguma dessas atividades.

O aluguel de jet-ski e a batida de Marcelino

Praia de Pattaya Praia de Pattaya

Caminhamos por alguns minutos, tomamos um banho de mar, compramos frutas frescas fatiadas (algo que não vejo nas praias aqui do Brasil) e por fim decidimos então fazer um passeio de jet-ski.

Júlia locou um por meia hora e eu dividi a locação de meia hora de outro com Marcelino. Cada um pilotaria por 15 minutos. O locador explicou uma série de regras e preencheu meus dados numa espécie de contrato e então pagamos.

Ao entrarmos na água ele mostrou o estado do jet-ski, exibindo os arranhões que já existiam, e enfatizando que caso fosse danificado seria nossa responsabilidade. Eu preparei meu capacete fixando a câmera à prova d’água e começamos a acelerar.

Eu levei Viviane na minha garupa e passeamos por 15 minutos e nesse intervalo eu revezei o capacete com Júlia para que ambos saíssem na filmagem. Como é uma espécie de baía o mar estava bem tranquilo e dava para alcançar uma boa velocidade e fazer boas manobras.

Pudemos também chegar perto de lanchas que estava fazendo o para-sailing e ver de perto como era interessante aquela atividade. Depois de esgotado meu tempo retornei à praia e entreguei o jet-ski a Marcelino, que foi curtir seus 15 minutos. Entreguei a ele também o capacete para que ele continuasse filmando.

Passeio em jet-ski alugado Passeio em jet-ski alugado

 

A acusação de batida e dano ao Jet-ski

Como eu fiquei na praia com as coisas de Marcelino e Júlia aproveitei para tirar umas fotos deles dois  e com o zoom ótico consegui boas tomadas.

Quando eles retornaram o locador logo acusou que havia um dano no jet-ski que não estava presente quando ele o tinha entregue para nós. Ele disse que quando voltei o jet estava ok, mas agora na volta estava com um arranhão e mostrou o local, que realmente estava danificado.

Como ele estava falando em inglês eu logo traduzi para que todos compreendessem. Marcelino foi logo negando dizendo que não tinha em nenhum momento batido no outro jet e se eximiu de responsabilidade. O clima logo começou a esquentar e o rapaz disse que o jet tinha sido danificado e que teríamos de arcar com o custo.

Praia de Pattaya Praia de Pattaya

Nesse momento eu me lembrei de uma informação que havia lido no site do Portal Consular, do governo brasileiro que instruía os brasileiros a tomarem bastante cuidado ao locar algo na Tailândia, por que era comum eles  na devolução inventarem danos e criarem problemas para conseguir dinheiro do turista.

Eu com essa lembrança na cabeça disse então que não havia marca no outro jet e que não havia como um jet ter batido no outro, ter danificado daquele jeito e não ter deixado marca no outro. Júlia também estava afirmando que não havia tido nenhum choque.

O locador repetia que conhecia o jet dele e que aquele dano tinha sido provocado por Marcelino e que queria que pagássemos. Discutimos algum tempo, até que o cara se irritou e terminou dizendo que deixasse para lá. Saímos dali meio rápido para evitar que ele mudasse de ideia e aquela situação piorasse.

O erro de Marcelino

Fomos caminhando em direção ao calçadão e Marcelino ficou um pouco para trás e nesse instante Júlia aproximou-se e me contou que Marcelino havia sim se chocado com o jet dela mais tinha dito para que ela não dissesse nada por que não havia danificado.

Nossa, ouvindo aquilo eu fiquei muito revoltado. Senti-me enganado e fiquei com muita vergonha por ter defendido alguém que estava mentindo. Não gosto desse tipo de atitude desonesta, e fiquei muito mal. Tanto que fui andar do outro lado da rua, com receio de ver o locador do jet.

Uma loja com passeios de aventura

Agência de turismo que vende passeios Agência de turismo que vende passeios

Quando estava caminhando na calçada, no outro lado da pista, eu vi uma loja de turismo interessante. Como estava bastante quente o ar-condicionado também foi um convite adicional para adentrar.

Havia fotos incríveis dentro da loja, que aparentemente comercializava passeios e atividades de todos os tipos. Logo me sentei e pouco tempo depois os outros entraram. Havia muitas opções, e todas pareciam tentadoras. As fotos das atividades eram belíssimas, mostrando praias inacreditáveis e visuais maravilhosos. Isso é tudo o que um turista procura.

O atendimento também parecia muito cortês e cheguei à conclusão que tinha entrado no lugar certo. Ficamos ali folheando uma pasta com inúmeras opções e terminamos nos interessando por um pacote para um dia inteiro. Ao mesmo tempo também vi fotos de um aquário onde as pessoas passavam por baixo de um teto de vidro, dando a sensação e estarmos embaixo d’água.

Andando de Honda em Pattaya Andando de Honda em Pattaya

Já era cerca de quatro da tarde e devido ao horário decidimos então ir visitar esse aquário e decidir o que faríamos no dia seguinte na volta. Pagamos então 515 bahts por pessoa (cerca de 37 reais) e seguimos para o aquário.

O pagamento incluía o translado de ida, de volta e o ingresso do aquário. Para minha surpresa o nosso transporte estava já ali na porta nos esperando. Quem nos levou foi uma das pessoas que nos atendeu e aparentemente ela era uma das proprietárias da loja e como éramos somente 4 pessoas ela nos levou em seu carro particular que, diga-se de passagem, era uma belezura.

Era um Honda esportivo com um acabamento interior muito bonito, um motor possante e um belo ronco. Na Tailândia se dirige do lado esquerdo da pista (e do lado direito do carro) e a tailandesa que nos levava parecia gostar de pisar e em poucos minutos chegamos ao nosso destino, o  aquário Underwater World Pattaya.

Aquário de Pattaya Aquário de Pattaya

O fantástico aquário por onde você anda debaixo d'água

Entrar naquele aquário foi uma das coisas mais interessantes que fizemos na Tailândia. A experiência ali vivida foi única. Eu já havia visitado grandes aquários, como o de Lisboa que é o segundo maior do mundo,  mas a forma com que podíamos ver e interagir naquele mundo das águas era realmente incrível.

Os visitantes podiam ter a sensação de andar por baixo das águas, de estar no meio do oceano e de ver grandes espécies de perto. Andávamos por túneis que passavam por baixo do aquário. Esses túneis eram todos transparentes, de forma que a sensação era a de que estávamos debaixo d’água e bem próximo dos peixes e espécies aquáticas.

O fantástico aquário Underworld Pattaya O fantástico aquário Underworld Pattaya(vídeo)

Não era somente um túnel, mas uma série deles, cada um passando por ambientes diferentes, com espécies diferentes, alternando entre água doce e água salgada.

Um mergulho no aquário

Após ter essa riquíssima experiência saímos da área dos túneis e nos deparamos com um guichê que tratava de mergulho. Aproximei-me e perguntei, pensando que se tratava de mergulho em outros locais, mas não era isso. Tratava-se de mergulho dentro do aquário! Nossa, que bacana!

Fiquei super empolgado e junto com Júlia decidimos que definitivamente queríamos fazer um mergulho  tão diferente como aquele. Como havia dois tanques, poderíamos mergulhar tanto no de água salgada quanto no de água doce, meia hora em cada. Se mergulhássemos no horário da alimentação poderíamos alimentar os peixes!!

Como já havíamos planejado de passar o dia nas ilhas fazendo diversas atividades no passeio do dia seguinte, combinamos de fazer esse mergulho no nosso último dia em Pattaya de manhã, já que nosso voo saía somente às 15:30 da tarde. Ao final saímos pela lojinha de souvenires e compramos alguns itens, a maioria imãs de geladeira.

CONTRATANDO UM PASSEIO PELAS ILHAS DE PATTAYA

Fomos trazidos de volta à loja de turismo no mesmo possante e lá fechamos os detalhes para o passeio do dia posterior, que tinha o nome de “King of Sea”. Estava incluído nesse passeio o transporte de lancha para ir e vir, a visita a duas ilhas, snorkeling, almoço, cadeiras e sombreiros na praia, uma caminhada no mar, chamada de “see walking” e no final o para-sailing. Nossa, era bastante coisa. Por tudo isso pagaríamos 1700 bahts  (120 reais), e poderia ser no cartão.

Restaurante em Pattaya Restaurante em Pattaya

Ao sairmos da loja de turismo seguimos caminhando pela orla de Pattaya sem compromisso, mas também à procura de um lugar para comer, e terminamos numa pizzaria. Como sempre, as funcionárias tailandesas sempre atenciosas e educadas.

A pizzaria era pertinho do nosso hotel e em seguida fomos para nossos quarto descansar me preparar para o próximo dia, que prometia ser maravilhoso, passeando pelas belas ilhas tailandesas.

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