Relato de viagem

Em busca do melhor lugar para compras em Hong Kong: Mong Kok, Harbour City e a comida chinesa esquisita

Para nós brasileiros, que compramos itens pela internet itens que muitas vezes vem da China uma conclusão lógica é que se formos direto na fonte, lá na China, os preços serão bem melhores. Nós partimo desse princípio também e estávamos à procura de locais de compra com aqueles preços incríveis.

Estávamos no dia seguinte ao transtorno que passamos ao visitar Macau e por isso dormimos até mais tarde para descansar as pernas que haviam trabalhado ativamente. A diária venceria ao meio-dia e tínhamos de liberar o quarto e passar para outro hotel, já que o que estávamos estava reservado para outra pessoa. Para isso tínhamos de primeiro encontrar outro hotel a tempo para não ficarmos "desabrigados".

Habour city: o maior centro de compras de Hong-Kong

Harbour City: um centro de compras com uma vista incrível Harbour City: um centro de compras com uma vista incrível

Resolvida essa questão de hospedagem e feita a mudança para nosso novo quarto, que dessa vez era um pouco mais espaçoso (apenas alguns centímetros maior, já que  os hotéis econômicos são um cubículo em Hong-Kong), fomos enfim bater perna pela cidade em busca de centros de compra.

Primeiro rodamos pela Nathan Road, entrando em vários dos shoppings e depois fomos ao Harbour City, que é um dos centros de compra mais luxuosos e caros da cidade, onde encontramos várias lojas grandes e com grande variedade, mas como era de se esperar, nos surpreendemos com os preços. São três shoppings em um: Ocean Terminal, Ocean Centre e Gateway Arcade. Por serem muito integrados e conectados parecem ser um só.  É tão grande que para conhecer detalhadamente você precisaria no mínimo uns dois dias.

Apesar da imensidão não encontramos os preços que procurávamos. As coisas eram sim mais baratas do que pagamos no Brasil, mas não proporção que imaginávamos. Apesar da nossa viagem ter um propósito principal de turismo e lazer estávamos focando nas compras nos primeiros dias. Hong Kong é um local que consegue juntar beleza natural, preços baixos e excelentes pontos turísticos. Tínhamos uma expectativa que não estava se concretizando.

O bairro com preços atraentes em Hong-Kong

Como é o metrô em Hong Kong Como é o metrô em Hong Kong(vídeo)

Voltamos para o hotel e um funcionário do hotel nos disse que o local bom para fazer compras, onde poderíamos encontrar coisas baratas era Mong Kok, um bairro de Hong Kong. O melhor disso tudo é que ficava a apenas três estações de metrô de onde estávamos, Tsim Sha Tsui. Não pensamos duas vezes. Na mesma hora descemos o primeiro buraco de metrô que encontramos e conhecemos então o belíssimo sistema de metrô da cidade.

Tudo era bem limpo, organizado, e, como era de se esperar, muito movimentado. De uma forma geral metrô é tudo igual em relação ao funcionamento. Você compra um ticket, passa pela catraca e pega linha que deseja, mas como não conhecíamos as linhas, as paradas e a forma como funcionava a compra dos tickets, demoramos alguns instantes até efetivamente embarcar. Compramos os tickets, pagamos 9 HKD (ida e volta) e pegamos a Tsuen Wan Line.

Comprando em Mong Kok

A agitação e as compras em Mong-Kok, Hong-kong A agitação e as compras em Mong-Kok, Hong-kong (vídeo)

Mong Kok é uma rua com comércio intenso, principalmente de eletrônicos. Nossa primeira percepção é que havia uma loja atrás da outra, lembrando um pouco a Oxford Street, em Londres.

Diferente do Brasil e até mesmo de outros bairros de Hong Kong em Mong Kok as lojas abrem mais tarde  e funcionam também até mais tarde, fechando lá pelas 10 ou 11 da noite. Na prática o movimento nessas lojas começa depois das seis da tarde e quando chegamos era quase cinco, por isso a rua estava vazia e só começou a ficar movimentada no final da tarde, mas encheu de um jeito que nos surpreendeu.

A maioria dos transeuntes e compradores era de jovens, quase todos com grandes smartphones na mão e muitos com seus fones de ouvido. Era um movimento intenso, parecendo um formigueiro de gente, mas muito diferente da Índia, já que em geral as pessoas estavam bem vestidas e aparentavam ter um nível socioeconômico bom. Ou seja, eram consumidores com poder de compra e ávidos por tecnologia.

Ficamos horas a fio entrando, perguntando e saindo de lojas e no final chegamos à conclusão de que os preços eram muito parecidos e pouco mais baratos do que os shoppings perto do nosso hotel. A decepção continuava e consequentemente a busca também.

Encarando A estranha comida chinesa

Cardápio de difícil escolha Cardápio de difícil escolha

Tomamos o metrô de retorno, voltamos para a estação Tsim Sha Tsui, e mortos de fome, sem comer o dia inteiro, fomos procurar um restaurante.

A princípio tudo parecia estranhos para nós. Muita coisa escrita em cantonês, muito nome estranho e um monte de gente comendo a adoidado. Mesmo sem sentir aquele tesão pela comida, tínhamos de nos alimentar, e dentre as opções disponíveis escolhemos o que parecia melhor.

Terminamos por optar por um restaurante bem pertinho do nosso hotel, que tinha um cardápio com fotos num expositor do lado de fora, o que nos permitiu facilmente vincular as fotos aos preços, mesmo sem entender o que estava escrito em cantonês.

A china é famosa por suas comidas estranhas (para nós ocidentais) e por comerem diversos tipos de bichos sendo alguns repugnantes. Um dos nossos receios era justamente comer um desses bichos sem saber! A situação era séria, mas levávamos tudo no bom humor, rindo bastante de tudo aquilo.

Cara, estranha e pouca

Barraquinha com comidas estranhas Barraquinha com comidas estranhas

Pedimos, comemos sempre olhando com detalhes o que estava no prato, mas não ficamos satisfeitos. Em Hong Kong (e na China como o todo) não há muito o conceito de um prato de comida que vem com diversos tipos de alimento. Eles estão acostumados a comer as coisas de forma individual, como um arroz com verduras ou um macarrão. Aqui no Brasil estamos mais acostumados com uma fartura maior, e normalmente a refeição é variada, tendo arroz, feijão, salada, e mais um complemento, que para os carnívoros é  a carne e para mim que sou vegetariano é uma verdura ou algo a base de massa.

Já na China, se quisesse comer com essa mesma variedade  teríamos de pedir vários pratos, todos com uma quantidade equivalente ao de uma refeição. A opção então foi cada um fazer uma escolha. Eu eu pedi um arroz com verduras. De forma geral todos ficaram insatisfeitos.

Como estávamos numa das regiões mais caras de Hong Kong (que como cidade já é cara) os preços para comer também eram um pouco elevados. Normalmente gastávamos em torno de 80 a 90 HKD (cerca de 25 reais) para fazer uma refeição, o que era um pouco caro, se comparado à Índia e à Tailândia, nossos destinos anteriores dessa viagem,  e mesmo se comparado ao Brasil.

Nosso hotel: um lugar que evitávamos

Aperto do quarto em Hong-Kong Aperto do quarto em Hong-Kong

Depois de comermos seguimos para o nosso hotel. A tática em Hong Kong era ficar o mínimo possível no hotel, já que era muito apertado, dando até sensação de claustrofobia. Ou seja, só subíamos quando realmente íamos nos preparar para dormir ou quando não havia jeito. Como já não tínhamos mais o que fazer e estávamos cansados fomos para o nosso apertamento, acessar internet, tomar banho e depois dormir, pois o dia seguinte seria mais um para bater pernas e quem sabe encontrar um local com preços baratos de verdade.

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