Relato de viagem

No Reino da Tailândia: a passagem pela imigração e um tour por Bangkok

Chegamos à Tailândia com uma dica privilegiada. Tínhamos verificado na internet que antes de nos dirigirmos ao guichê de imigração deveríamos primeiro ir ao controle sanitário para preencher uma ficha e apresentar o certificado internacional de vacina amarela.

Assim fizemos, e logo depois seguimos para o guichê de informações onde dizia que havia internet gratuita por uma hora. No guichê retiramos uma senha que usamos para nos autenticar. Graças a esta conexão pudemos acessar o e-mail e ter os dados do hotel que tínhamos reservado, para o caso do oficial de imigração perguntar. Aproveitamos também para cambiar um dinheiro. Ao nos agradecer o funcionário do câmbio fez o gesto com as a palmas das mãos juntas, e logo ficou claro que estávamos numa cultura diferente, com predominância do budismo. Era o famoso namastê.

Brasileiros não precisam de visto para a Tailândia

Como brasileiros não precisam de visto para visitar a Tailândia foi tudo super -tranquilo. Nem chegaram a pedir para mostrar reserva de hotel e o agente de imigração ainda se surpreendeu por já estarmos com a ficha sanitária preenchida, o que muita gente não deve fazer, causando uma perca de tempo.

Nossa fotografia foi tirada por uma câmera já fixa no guichê, passaporte carimbado, e pronto, estávamos na Tailândia! Logo na saída algumas moças já vieram oferecer táxi, e como precisávamos, aceitamos. Confirmamos o preço (600 baths para os quatro, cerca de 40 reais) e pagamos. Marcelino e Júlia, para nossa surpresa, conseguiram trocar algumas rúpias que havia sobrado com eles.

Linda van que nos levou ao hotel Linda van que nos levou ao hotel

Aqui não é a Índia

O táxi que tínhamos pagado era uma super van Toyota, preta, com vidros fumês e super bonita, com um design arrojado e moderno. Parecia carro de luxo.

O trajeto até o hotel foi rápido, já que ficava bem pertinho do aeroporto. Considerando a distância pudemos perceber que o táxi tinha sido bem mais caro do que os táxis que costumávamos tomar na Índia. Tínhamos de nos acostumar que a moeda da Tailândia era duas vezes mais forte do que a rúpia indiana, e ao invés de dividir os preços por 27 deveríamos dividir por 14.

Plai Garden: um hotel confortável

Chegamos ao hotel em cerca de 15 minutos, pois como já sabíamos ele era bem pertinho. O motorista durante o trajeto não abriu a boca, talvez por não falar inglês, e ao chegarmos na recepção do hotel Plai Garden Boutique Guest-house (sim, Plai e não Play) ficamos maravilhados. Custou 1300 bahts (cerca de 93 reais) o quarto para dois.

Quarto hotel Plai Garden Quarto hotel Plai Garden

Era super limpo, bonito e parecia ser uma construção nova. Fomos atendidos por uma recepcionista que não estava com o humor muito bom, e aquilo, a princípio, causou uma impressão ruim. Apresentamos a reserva, nos registramos e fomos para o quarto. Quando entramos ficamos felizes, quase que dando salto de alegria! O quarto era imenso, muito bonito, arejado, com varanda, móveis e decoração típica.Além disso, a vista da varanda dava para uma área verde e a cada dia de hospedagem ganhávamos duas garrafas de água mineral!

Internet: queremos lhe usar

Como sempre, uma das primeiras coisas a fazermos foi testar a internet WIFI, que não estava funcionando. Havia um ponto de acesso para cada andar. Apesar de já ser cerca de duas da manhã desci e fui reclamar que o WIFI não funcionava e a recepcionista de uma forma um pouco rude disse que estava funcionando sim.

Eu então chequei ali mesmo, e como a recepção usava outro ponto de acesso naquele local realmente funcionou. Ela me disse que tentasse de novo. Eu sabia que era outro ponto de acesso, diferentes roteadores, mas como imaginei que a funcionária não entenderia nada disso, fui, a contragosto, novamente lá no quarto testar e... pimba! Não funcionou! Depois de 15 minutos um funcionário resolveu o problema e pudemos, enfim, fazer nosso check-in informando que havíamos chegado à Tailândia.

O que fazer em Bangcoc

Acordamos todos nós no outro dia à uma da tarde, pois estávamos bem cansados. Mas essa dormida tinha sido regeneradora, e numa cama bem gostosa. Após acordar do sono Cinderela nos reunimos no quarto de Júlia e Marcelino para discutirmos o que faríamos naquele dia.

Tour por Bangcoc na Tailândia Tour por Bangcoc na Tailândia(vídeo)

Marcelino acenou que havia um folder no quarto dele informando sobre vários passeios que o hotel comercializava. Pareciam todos muito interessantes, e então resolvi ir à recepção checar como era para contratar aqueles passeios e me decepcionei, pois o que ouvi foi que o folder era antigo e que o hotel não comercializava mais aqueles serviços. Perguntei então se eles podiam indicar alguém ou alguma agência de turismo que fizesse aqueles passeios, mas o recepcionista (agora já era outro, pois tinha virado o turno) disse que não sabia.

Voltei para o quarto e começamos a pesquisar na internet. Devido ao horário achei que o melhor seria que pegássemos um táxi e fôssemos para uma parte bonita da cidade e chegue à conclusão que um bom lugar para irmos seria a Sion Square, que era também perto do Big Buda. Tudo acordado desci novamente e pedi para o recepcionista chamar um taxi para nós. Pedi também que ele me dissesse, mais ou menos, quanto sairia uma corrida para a Sion Square  e que se possível, tentasse conseguir um taxista que falasse inglês.

Táxi turístico de primeira

Swan, nós e o carro turístico Suwan, nós e o carro turístico

Quarenta e cinco minutos depois de solicitado a recepção nos avisou que nosso táxi tinha chegado. Descemos e ao passar pelo recepcionista ele me disse que haviam informado a ele que esse taxista falava inglês muito bem. “Nossa, que bom!”, pensei.

Fomos nos dirigindo em direção ao carro e pudemos verificar que era um ótimo veículo. Novo, grande e confortável e mais uma vez um Toyota Innova.  Era todo verde, cheio de adesivos informando que era um carro de turismo e ao entrar pude ver que havia uma plaquinha com o nome, sobre nome número de registro e foto do motorista e um telefone de para assistência/reclamação de passageiros.

Aquilo tudo passou a imagem de bastante profissionalismo e logo percebemos que não se tratava de um táxi comum, mas sim de um táxi turístico. O preço que seria cobrado era 600 baths (cera de 40 reais) para nos levar do hotel até a Siam Square, que ficava uns vinte e cinco quilômetros do hotel. Dividindo por quatro não ficava tão pesado e, além disso, quando reservamos o hotel sabíamos que ele era bom, mas ficava distante de tudo e longe do aeroporto, e por isso prevemos um gasto maior com táxi para esse deslocamento.

Motorista simpático mas com inglês macarrônico

Começamos a andar e quando o taxista abriu a boca para falar por uma fração de segundo fiquei tentando descobrir que idioma ele estava falando, e logo em seguida cheguei à conclusão que era inglês!

Nossa, mas que inglês ruim! Dava trabalho para entender o que ele falava, mas em poucos minutos fui me acostumando e logo já estava entendendo tudo. Júlia disse que não entendia nada, e que nem imaginou que aquilo era inglês. Ele além de ter o vocabulário muito reduzido não entendia frases mais complexas e ainda falava baixinho e pra dentro.

Nosso taxista Swan Nosso taxista Suwan

O mais interessante é que o recepcionista disse que ele falava muito bem o inglês! Imagina se falasse mal. Apesar da deficiência no idioma Suwan (esse era o nome do motorista) era muito bem-humorado e gentil e ria que era uma beleza. Isso foi muito bom, pois deixou o passeio muito mais alegre.

Durante esse trajeto começamos a analisar que como o inglês era falado por muito pouca gente na Tailândia talvez tivéssemos alguma dificuldade em obter informações e conseguir um taxi para voltar. Por isso começamos a analisar a possibilidade de já deixarmos combinado com Suwan para ele nos levar de volta ao hotel. Perguntamos quanto seria esse retorno e ele disse que poderia nos esperar, pois ficaria ruim para ele ir para outro local e ter de voltar. A única ressalva é que teríamos de pagar o estacionamento. Disse que ficaria tudo por 1100 baths, incluindo o estacionamento. Conversamos, analisamos e terminamos por fechar esse acordo.

Comendo uma pizza em Bangcoc Comendo uma pizza em Bangcoc

Enfim num lugar limpo e bonito

Após cerca de vinte minutos de deslocamento começamos a entrar na área mais urbanizada de Bangcoc, já que o nosso hotel ficava afastado da cidade e perto do aeroporto. Começamos e observar e vimos que Bangcoc era muito diferente da Índia.

Tudo parecia muito limpo, bem construído e organizado. Até pelos veículos que víamos nas ruas dava para perceber as diferenças. Na Índia praticamente todos os veículos de trabalho, como caminhões, ônibus, caminhonetes e etc eram antigos e velhos, enquanto que em Bangcoc essa realidade era bem diferente. As avenidas eram largas, com muitos viadutos e o que olhávamos era limpo e bonito.

Bangcoc é uma cidade grande, com muitos prédios e urbanização intensa, mas apesar disso não é tão populosa quanto as cidades indianas, e talvez por isso tenha uma realidade econômica e social bem diferente. Dissemos a Suwan que gostaríamos de ir num shopping e depois ir a algum parque ou talvez no Gold Buda.

Um shopping para o dia todo

Era cerca de quatro da tarde e estávamos imaginando que voltaríamos cerca de 9 da noite e que cinco horas daria para ir a vários lugares. Ao comentar isso com Suwan ele riu e disse que não. Que cinco horas não seria suficiente para conhecer bem o shopping ao qual ele estava nos levando! Ficamos meio impressionados com essa afirmação, mas de certa forma confiamos no que ele dizia.

Ele nos deixou numa das entradas do shopping e parou o carro no estacionamento interno, logo ali do lado. Saltou com a gente e disse que nos esperaria naquela porta às 21:00. Tudo combinado, começamos a bater pernas pelo shopping, que realmente era imenso, com muitos andares. Como estávamos com fome procuramos um Subway e achamos relativamente rápido. Parecia que fazia meses que não comíamos e gritávamos famintos: “subway, subway!”.

Entramos na loja e nos sentimos em casa. Pedimos nossos sanduíches preferidos e na hora da mordida senti aquela pimenta ardida e me lembrei da Índia! Nesse instante pensei: “tudo aquilo de novo não!”. Mas para minha tranquilidade logo descobri que somente o picles era picante, e bastou tirá-lo para poder comer tranquilamente.

Shopping Sion Shopping Sion

Passear sim, comprar não

Realmente nem as cinco horas foram suficientes para conhecer todo o shopping. Rodamos muitos andares do Siam Center, compramos lembrancinhas, camisetas e olhamos muitos eletrônicos.

Havia um andar que era praticamente só de eletrônicos, com uma infinidade de opções e com preços excelentes. Apesar disso não compramos nenhum, pois segundo tínhamos nos informado, em Hong Kong (para onde iríamos dali a alguns dias) tudo era ainda mais barato e por isso resistimos.

Contratando um tour para vários dias

Após o longo bate-perna pelo shopping fomos para o local combinado e pegamos nosso táxi de volta para o hotel. Durante esse retorno conversamos sobre possíveis atividades para os outros dias e pegamos mais informações sobre outros passeios que já tínhamos visto em panfletos e materiais de divulgação que ficavam no carro de Suwan.

Decidimos por acertar uma espécie de pacote que ficaria no total por 300 dólares para três dias nos levando para lá e para cá. No dia seguinte ele nos levaria no mercado flutuante e no passeio de elefante, no outro dia no templo dos tigres e em alguns templos budistas e no terceiro dia em Pattaya, que é uma cidade do litoral da Tailândia.

Esse planejamento parecia muito bom, e o melhor ainda é que pagaríamos por dia, e dessa forma, se quiséssemos, poderíamos fazer alterações do dia das atividades, de acordo com nossa conveniência, o que nos dava bastante liberdade. Se você estiver com um grupo grande (a partir de quatro pessoas) essa é uma opção muito boa, por que fazendo as contas daria 25 dólares por dia por pessoa para ter um carro com motorista à disposição para visitar os locais mais interessantes da região.


Contato de Suwan Seangsuwan (táxi turístico em Bangkok)

Telefone: +66 869287984
Email: a_lovely_191@hotmail.com (sim, esse é o email! rss)

 

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