Relato de viagem

Passeios e atividades incríveis nas ilhas de ko Sak e Ko Lon na Tailândia

Estávamos ansiosos pelo passeio pelas ilhas do litoral da Tailândia. Esse país é conhecido por suas praias paradisíacas e paisagens deslumbrantes. tínhamos visto várias fotos incríveis de passeios e atividades e terminamos decidindo comprar um pacote completo, que tomaria o dia todo e que tinha várias atividades, transporte e alimentação. Escolhemos o Pattaya Sean King Tour, que incluía translado, passeio/transporte de lancha rápida, seawalker, parasailing, snorkeling, almoço e CD com fotos e vídeos.

No dia anterior adquirimos esse passeio com a agência Parakang Travel e fomos informados que um carro nos pegaria no hotel às 10 da manhã, mas antes disso já tínhamos descido e ficamos aguardando na recepção, já que nesse hotel High Five  a internet só funcionava na recepção e por isso descemos um pouco antes e ficamos nos sofás do hall aproveitando a conexão.

Veículo de transporte de turistas em Pattaya Veículo de transporte de turistas em Pattaya

Em poucos minutos o carro chegou, já com alguns turistas e nos juntamos a eles. Era uma caminhonete com a caçamba modificada, com bancos e cobertura preparadas especificamente para transporte turístico.

Fomos os últimos a sermos coletados e dali seguimos direto para o ponto da praia onde embarcamos na lancha. A embarcação tinha cerca de 25 pés, uma motorização boa (200 hp) e apesar de ter um estado geral aceitável tinha alguns detalhes de acabamento que estavam meio descuidados, dando uma aparência de surrada.

Navegação e snorkeling na ilha Ko Sak

A guia começou então a falar, explicando (em inglês, é claro) o roteiro, os horários, as atividades e outras orientações. Essa guia era uma das pessoas que havia nos atendido na agência no dia anterior.

Navegação pelo Golfo da Tailândia Navegação pelo Golfo da Tailândia(vídeo)

Depois de tudo explicado e todos acomodados, a lancha zarpou, já imprimindo uma velocidade interessante. O golfo da Tailândia é cheio de ilhas, mas neste passeio só visitamos duas, Ko Sak e Ko Lan, que eram as mais próximas.

Paramos inicialmente na Ko Sak, onde recebemos snorkel e máscara para ficar fazendo flutuação nas águas transparentes. Fomos informados que teríamos ali duas horas, e que quem perdesse o equipamento, teria de ressarcir.

Snorkeling em Ko Sak Snorkeling em Ko Sak

Havia uma espécie de guia para essa flutuação, mas ele não parecia muito experiente naquela atividade e a ajuda que ele nos deu foi tirando uma foto nossa com minha câmera à prova d’água.

 

Uma atividade incrível: caminhar por baixo d'água (seawalking)

Saindo dali seguimos para a próxima atividade, que era o “sea walking” ou seja, caminhada no fundo do mar. Nós embarcamos novamente na lancha e nos deslocamos para outro local onde havia uma grande escuna fundeada.

Passamos para essa escuna e então uma pessoa começou a explicar como funcionava essa atividade. Basicamente nós vestíamos uma espécie de grande capacete de fibra que tinha uma mangueira na parte superior que provia oxigênio initerruptamente.

Preparação para o SeeWalk Preparação para o SeeWalk

Como o capacete ficava o tempo todo com a “boca” virada para baixo, o rosto da pessoa permanecia seco, circundado de ar, que era renovado pela mangueira conectada no topo. Para garantir que o capacete não saísse e que não entrasse água a instrutora disse que não se podia deitar ou inclinar, e devia-se sempre fica na posição vertical, sempre caminhando, e nunca nadando.

Obviamente que só fazia essa atividade quem desejasse, e logo me interessei. Havia alguns mergulhadores, com cilindro e tudo mais na água auxiliando as pessoas, e foi informado que a qualquer momento, se alguém  quisesse sair da água, bastava fazer o símbolo internacional de “subir” do mergulho, com o polegar direito para cima, semelhante ao que usamos no Brasil para dizer que está tudo bem.

Entrei na fila, e logo foram colocando-me o “capacete” e auxiliando a descer. Não fui o primeiro, então na minha frente havia algumas pessoas. Descemos a uma profundidade de cera de 4 metros e lá ficamos em pé, de mãos dadas, conforme haviam nos instruído. Eu tinha descido com minha câmera à prova d’água e seguia tirando fotos de mim mesmo e das coisas ao redor.

Descendo para o SeeWalk Descendo para o SeeWalk

Paralelo a isso um dos mergulhadores seguia também tirando fotos de nós, e ia instruindo os melhores lugares para se capturar uma boa foto. O capacete só tinha um visor na frente e por isso não tínhamos uma visão aberta, dificultando a percepção do que estava ao nosso lado.

Por esse motivo, só vim saber que Júlia e Viviane tinham descido depois que eu subi. Júlia se sentira mal por causa da combinação de pressão hidrostática e gripe. Viviane relatou que elas se chatearam lá em baixo por que devido ao incômodo que Júlia estava sentindo elas haviam pedido para subir e não foram atendidas.

Além disso, Viviane relatou que os mergulhadores faltaram com o respeito, se aproveitando da situação. Ela disse que eles estavam suspendendo algumas pessoas (homens e mulheres) e quando pediram para subir eles fizeram a mesma coisa com elas, mesmo elas não querendo.

SeeWalk na ilha de Ko Sak, na Tailândia SeeWalk na ilha de Ko Sak, na Tailândia(vídeo)

A questão é que debaixo d’água não dava para conversar e pode ser que eles tenham entendido que elas queriam a mesma coisa que estavam fazendo com outras pessoas, e não subir, apesar de na orientação ter sido deixado claro qual era o gesto para indicar que se queria subir.

Não dá para ter certeza do que exatamente ocorreu. O que era um incômodo para Júlia terminou virando dor e ela ficou muito mal por algumas horas, se queixando.

Desambarque na ilha paradisíaca Ko Lan

Com Júlia sentindo-se mal seguimos para a próxima ilha, Ko Lan, onde nos esperava uma paisagem belíssima. Areias brancas, mar calmo e águas tão transparentes que mais parecia uma piscina.

Praia de Ko Lan Praia de Ko Lan

O visual era realmente exuberante e estava à altura de todas aquelas fotos paradisíacas que vemos das praias tailandesas.

Havia nessa ilha algumas centenas de cadeiras e sombreiros, bem juntinhos um dos outros de forma que podíamos andar entre as cadeiras, sempre na sombra. Os sombreiros eram bem coloridos, transmitindo uma impressão de alegria e tropicalismo. Alguns desses sombreiros e cadeiras estavam reservados para nós, todos coladinhos.

Relaxando nas cadeiras de Ko Lan Relaxando nas cadeiras de Ko Lan

Ficamos então revezando entre banho na praia e relaxamento nas cadeiras. Além de toda a beleza do local, havia uma grande organização. Não se via nenhum lixo no chão, havia algumas dezenas de lanchas atracadas e mesmo assim a água continuava limpa e clara. Havia também vários cordões de isolamento flutuantes que demarcavam o local onde as embarcações podiam ficar e o local que era reservado para banhistas, propiciando segurança, especialmente par as crianças.

Tratamento para dor de ouvido

Vendo a dificuldade de Júlia perguntei a ela se queria que eu pedisse um remédio para dor. Não sou adepto de sair tomando remédio para mascarar dor. Na verdade dificilmente tomo algum remédio, já que na maioria das vezes eles trazem mais malefício, através dos efeitos colaterais, do que benefícios. Mesmo assim fiz a oferta, por que vi que ela estava sofrendo.

Após ela dizer sim fui então à guia e disse que ela precisava de um remédio. Eu já tinha reclamado com ela, lá na escuna, que os rapazes não a subiram quando ela pediu, e agora, pedindo o remédio eu disse que por causa disso ela tinha piorado e estava sentindo muita dor. Percebi que ela se sentiu culpada e disse que providenciaria a minha demanda.

Almoço com mesa farta

Mesa farta no almoço em Ko Lan Mesa farta no almoço em Ko Lan

Depois de quase duas horas de praia chegou o momento do almoço. Cerca de 30 minutos antes a nossa guia nos avisou que a refeição já estava quase pronta e logo depois a alimentação foi servida num dos restaurantes da praia, numa imensa mesa, onde se sentaram inúmeros grupos, de diversas agencias.

Não havia escolha de cardápio. Todos sentavam, era colocado na mesa peixes, verduras, arroz e outros acompanhamentos e as pessoas se serviam do que gostavam. Para nossa alegria os nossos vizinhos de almoço não eram muito chegados em uma alimentação saudável, especialmente em verduras e saladas, e isso foi bom por que houve mais disponibilidade para nós que adoramos.

Parasailing: voando pelo mar

Depois do almoço e um tempo para a digestão embarcamos novamente na lancha e seguimos para nossa próxima atividade, o para-sailing (passeio num paraquedas puxado por uma lancha). Esse passeio partia de uma plataforma que ficava ancorada no mar, a cerca de 5 km do litoral. Lá duas lanchas passavam em sentidos opostos dando uma volta longa, de cerca de 5 minutos, com o turista pendurado no paraquedas a uma altura de 50 metros e quando chegava ao ponto onde a pessoa tinha sido engatada diminuía a velocidade, de forma que o paraquedas praticamente pousava na plataforma.

Viviane no parasailing Viviane no parasailing

Daí rapidamente um grupo de funcionários segurava a pessoa, desengatava-a do paraquedas e já engatava a próxima, que já tinha de estar pronta. Esse ciclo ficava se repetindo praticamente o dia todo, e desde o primeiro dia pudemos observá-lo, sem perceber esses detalhes, lá da praia da Pattaya.

Ao desembarcar na plataforma pegamos nossas senhas, preparamos as câmeras e quando foi chegando nossa vez, um por vez, corremos para a área de engate, enquanto os outros tiravam fotos e filmavam.

A experiência de estar a uma grande altura, “flutuando” sobre o mar e vendo aquela linda paisagem numa velocidade considerável foi fantástica. Todos nós, inclusive Viviane que estava inicialmente com medo, gostamos. Esse era um passeio que Marcelino estava querendo fazer desde Goa, na Índia, e finalmente ele havia saciado a sua vontade!

Passeio de parasailing em Pattaya na Tailândia Passeio de parasailing em Pattaya na Tailândia(vídeo)

O para-sailing foi a nossa última atividade do passeio e dali embarcamos novamente na lancha, que estava atracada no flutuante, e seguimos para a praia de Pattaya onde desembarcamos. Lá havia uma mesa com frutas nos esperando.

Para nossa felicidade, mais uma vez as pessoas dispensaram, e só ficamos praticamente nós, devorando a bandeja toda de melancia! Ficamos tão empolgados com a melancia que nem percebemos que o translado estava só nos esperando, já com todos os outros turistas sentados.

Brasileiros não são comuns por aqui

Ao final desse trajeto de volta para o hotel terminamos por descobrir que um dos rapazes que foi no passeio com a gente era da Arábia Saudita. Quando ele então me perguntou de volta da onde éramos eu disse Brasil e ele se mostrou surpreso, como acontecia na maioria dos casos na nossa viagem. Parece que os asiáticos de uma forma geral não estão acostumados a receberem gente de tão longe, do outro lado do mundo.

Frutas nos esperando! Frutas nos esperando!

O translado nos deixou na frente do nosso hotel e dali seguimos andando procurando um local para jantar. Em Pattaya havia muita oferta de acompanhantes, ou prostitutas, como queiram chamar. Mas não de uma forma depravante ou desorganizada. Havia inúmeras casas com estilo, onde as meninas ficavam muito bem arrumadas nas portas, convidando os clientes.

Em muitas casas elas ficavam com uniformes temáticos, como de marinheiras, por exemplo. Viviane estava tão preocupada com isso que queria sempre que eu andasse do lado da calçada que dava para a rua!

Ela disse que viu uma chegar a puxar Marcelino e por isso estava “cuidando de mim”! Terminamos por parar num restaurante que parecia novo e muito jeitoso. A atendente era muito cortês e bem humorada.

Para aqueles que ficam curiosos em relação ao idioma esclareço que em Pattaya não tivemos nenhuma dificuldade em relação a isso, pois em todos os lugares que precisamos, sempre eram capazes de falar inglês. Pattaya é um local extremamente turístico, e além dos rostos asiáticos o que mais  via nas ruas era turistas europeus. Então era de se esperar que os atendentes fossem capazes de falar o idioma do mundo, o inglês.

Pizza e macarrão depois de um dia de passeios Pizza e macarrão depois de um dia de passeios

Pedimos uma pizza, que depois descobriríamos que seria filha única, pois não tinha mais massa e em seguida uma deliciosa macarronada, que nos lembramos até hoje. Era um pouco demorada mais valia a pena. Tanto que Júlia repetiu e pediu uma segunda.

um destino de viagem perfeito

Ficamos ali, conversando, relembrando dos passeios do dia e considerando que a Tailândia, até o momento, tinha sido o melhor local que havíamos visitado naquela viagem. As coisas eram boas e baratas, o país indo e organizado e o atendimento cortês e atencioso, especialmente em Pattaya, que era um lugar mágico.

Saímos dali e fomos então dar uma passeada pela noite e aproveitar para tentar acertar um táxi para o dia seguinte. No dia que chegamos vimos uma série de placas oferecendo táxis a um excelente preço, mas estranhamente, naquela noite parecia que estas placas tinham sumido. Talvez fosse a rua ou região que estávamos. O fato é que andamos bastante e não conseguimos achar um táxi.

Frutas diferentes da região

Paramos então numa espécie de empório onde havia música ao vivo, um chopp delicioso e uma barraquinha de frutas que foi para nós a atração principal. As frutas típicas coloridas dispostas formavam um lindo quadro multicolorido e ficamos curiosos para conhecer várias que nunca tínhamos visto.

Frutas diferentes da região Frutas diferentes da região

Eu comprei uma que tinha uma textura de pêra, tamanho de uma manga rosa, formato de um cacau pequeno e sabor de pêra. Se eu a comesse de olhos fechados, com certeza diria que era uma pera portuguesa. Além dessa comprei também outra com uma aparência diferente de tudo que já tinha visto, meio arroxeada e com o sabor que lembrava jambo, mas um pouco mais insossa.

Sentamos numa mesa e saboreamos todas essas delícias com o tempero especial de ser a primeira mordida. É sempre bom conhecer novas frutas. Algum tempo depois, inspirado pelo casal ao lado fui comprar um chopp, que parecia estar delicioso. Não sou muito chegado a álcool, mas naquele momento eu estava desejando o chopinho gelado e aproveitei. Paguei 10 bahts por um copo de 500 ml e o tomei todo!

Tailândia: vai ficar na memória

De barriga cheia fomos para o nosso hotel e seguimos direto para a cobertura, para aproveitar a piscina. A vista da cobertura era estupenda e dali podíamos observar grande parte da cidade, além de mergulhar na água quentinha. Aquela era a nossa última noite em Pattaya e também na Tailândia, já que no dia seguinte seguiríamos para Hong Kong, na China. Já estava dando saudade!

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