Relato de viagem

Um tour por Nova Déli, os contrastes da capital da Índia e o planejamento para ir até o Nepal

Depois de sair de Goa, no sul da Índia e uma chegada conturbada tínhamos passado a nossa primeira noite em Nova Déli. Quando descemos para perguntar onde era o café da manhã fomos surpreendidos com a resposta de que era em outro hotel. Ficava pertinho de onde estávamos e o recepcionista designou um funcionário que nos acompanhou até o outro hotel.

Saímos pela porta da frente do hotel, andamos pela rua suja e bem bagunçada e com bastante poeira em suspensão por cerca de 100 metros. Esse outro hotel era do mesmo grupo Chanchal e a entrada, recepção e instalações pareciam bem estruturadas, diferente da realidade da rua lá fora. Um hóspede que faz a reserva pela internet  e só vê fotos internas e não conhece a Índia jamais vai imaginar que ao sair da porta para fora será tudo diferente, um verdadeiro caos é para isso que você que pretende ir à Índia tem de estar preparado: o absurdo contraste entre riqueza exuberante e caos.

Hall principal do hotel Chanchal Hall principal do hotel Chanchal

 

Café da manhã estranho

Chegamos à cobertura onde o café era servido e havia muita gente. A limpeza do local parecia boa, mas como ainda estávamos desconfiados ficávamos sempre olhando as coisas nos mínimos detalhes e tendo imaginações não muito boas. Mente fértil nesse contexto não é bacana!

Olhamos os pratos servidos e alguns alimentos eram desconhecidos para nós. Havia aquela espécie de bolo meio doce meio salgado com cor de abóbora que vimos em Goa, ovos, pão, café com leite e algumas outras coisas com aparência diferente. Eu fiquei no café, pão e ovos e pelo que me lembro os outros também.

Pedimos uma água mineral (que era cobrada a parte, pois não estava inclusa no café) e fomos sentar na área aberta. Essa área aberta da cobertura era bonita e bem arrumada. O problema é que parece que havia um gerador ligado, fazendo uma zuada danada. Como a falta de energia elétrica na Índia é uma coisa comum (cai e volta poucos minutos depois, várias vezes ao dia) o hotel tinha gerador para essas situações. Infelizmente parece que naquele momento a energia tinha caído, pois a zuada do gerador estava bem nítida.

A realidade das ruas de Nova Delhi A realidade das ruas de Nova Delhi(vídeo)

A surpresa da abordagem de Ajay

Após tomarmos café seguimos em direção ao nosso hotel original. Resolvemos descer pelas escadas, e quando estávamos quase no saguão do hotel fomos abordados por uma pessoa que ficou em nossas memórias pela ajuda, simpatia e paciência.

Era um indiano alto, moreno e de cabelo liso, muito bem arrumado e com um bom relógio no pulso. Ele se dirigiu a mim, pediu licença e perguntou “Is everything ok with your room sr? Is there anything I can do for you?”  ( Está tudo bem com o seu quarto senhor? Tem algo que eu possa fazer por você?).

Logo nos primeiros instantes eu achei meio estranho, pois não estávamos no nosso hotel ainda (estávamos no que tomamos café), eu não o tinha visto em nenhum outro momento e também não tinha feito nenhuma reclamação formal.  Ele então completou dizendo que trabalhava no hotel e que gostaria de saber se estava tudo bem, tudo adequado e se precisávamos de alguma coisa.

AGORA ÉRAMOS AMIGOS DO REI

Ajay Sharma Ajay Sharma

Apesar de não ter feito uma reclamação formal em relação aos quartos, nós não tínhamos gostado deles. Apesar de serem limpos, tinham uma aparência de velhos, e, além disso, só havia uma tomada disponível. Aproveitando a oferta de pronto eu disse isso a ele e ele então numa demonstração de eficiência e autoridade disse que o acompanhássemos que ele resolveria isso no mesmo momento.

Assim o fizemos e ele rapidamente providenciou outros quartos. Na mesma hora mudamos para outros quartos que eram novos, bem arrumados e com uma excelente aparência. Tinham TV de tela plana, frigobar, ar condicionado split, ventilador de teto, uma cama confortável e mais de uma tomada! Nossa, foi muito bom. A única coisa que ficou ruim depois da troca é que os quartos não eram mais um do lado do outro. Apesar de serem próximos, havia um andar de diferença.

Após essa mudança agradecemos e o nosso benfeitor se apresentou, disse que se chamava Ajay, e que qualquer coisa que precisássemos era só falar com ele. Parece que de repente tínhamos ficado amigo do rei, e que a partir de agora tudo seria muito bom. Agradecemos a ajuda e logo em seguida ele perguntou então se não desejávamos fazer um tour pela cidade. Nossa, era tudo que queríamos! Parece que ele adivinhou nosso pensamento (e obviamente fez a oferta dos quartos pensando em vender o tour).

Não se preocupe com nada, ajay resolve

Carro para passeio na rua do hotel Carro para passeio na rua do hotel

Ele então nos convidou para que fôssemos ao escritório dele (que ficava no próprio hotel, ao lado da recepção). Sentamo-nos, ele foi explicando as opções e eu traduzindo para os que não entendiam.

Ele nos ofereceu um tour que tomaria o dia todo, que passaria por 11 pontos turísticos famosos de Délhi, com carro particular e com guia (que era o próprio motorista), por 70 dólares americanos para os quatro, o que dava cerca de 36 reais por pessoa.

Ajay fez questão de mostrar uma foto do carro, disse que era um veículo novo e com ar-condicionado. Perguntei se nesse tour poderíamos parar para tirar fotos, e quanto tempo seria em cada ponto. Ele de forma muito enfática disse que o carro e o motorista ficariam a nosso dispor,  que nós determinaríamos quando parar, quanto tempo ficar e tudo mais. Completou dizendo que não nos preocupássemos  com isso.

Como já era cerca de 11 da manhã e não queríamos ficar a tarde toda sem fazer nada, perguntamos se não era possível um tour de 4 horas, por que daí já faríamos naquele mesmo dia, à tarde. Ele disse que poderíamos sim, mas que obviamente não daria tempo de ir em todos os pontos que iríamos no tour de dia inteiro e que o custo ficava em 36 dólares. Ele refez rapidamente o planejamento e listou então os pontos que achava que seriam mais interessantes para irmos, num tour de quatro horas. Como não conhecíamos a maioria, concordamos com a indicação dele.

Ajay, a solução para tudo

Depois de acertado o tour em Délhi, pensamos que seria uma boa perguntar a ele sobre como ir para  Auli, no nordeste da Índia, e depois de lá para Kathmandu, no Nepal. Ele trabalhava com turismo e com certeza teria as informações com mais facilidade, pensamos. Expomos então a ele o nosso plano, ele disse que ficássemos tranquilos, que ele resolveria tudo. Bastava dizer onde e quando queríamos ir que ele analisava os destinos, as possibilidades e montaria um roteiro já com as datas, valores e formas de transportes.

Ele finalizou dizendo que poderíamos ir fazer nosso tour pela cidade que quando voltássemos já estaria tudo pronto! Que maravilha, pensamos. Achamos a pessoa certa! Além de muito eficiente, ele era muito simpático, paciente e educado. Cheguei inclusive a dizer que ele era um verdadeiro gentleman. Ele sorridente agradeceu.

DSC07476 Carro de turismo que fez nosso passeios

 

Saindo para conhecer a capital da Índia

Combinamos que sairíamos para nosso tour dali à uma hora. Fomos então para nosso quarto descansar, fazer ligações e acessar a internet. Nesse tempo livre Viviane ligou então para o seu pai, a mãe, a vó e a tia. Ufa! Haja ligação. Eu não liguei para ninguém, já que toda a minha família estava ali comigo!!

O problema com a passagem de volta (entenda lendo aqui e aqui) ainda nos perturbava, mas de vez em quando tínhamos de nos desligar um pouco disso, se não deixaríamos de aproveitar a viagem. Assim o fizemos, e uma hora depois o telefone do nosso quarto tocou e era a recepção para informar que o nosso motorista nos aguardava lá em baixo (que luxo!).

Avisei a Marcelino e a Júlia, que estavam no outro quarto via telefone do hotel, e descemos todos.  O carro, como dissera Ajay era realmente bem novo. O nosso motorista abriu a porta com um sorriso e deu boas vindas. Esse motorista tinha feições bem características de um indiano. Assim como Ajay era mulato escuro, cabelo liso e bem educado. Rapidamente conferimos o roteiro que havíamos acordado, ele disse que estava tudo certo e seguimos.

Um tour por nova Delhi

Rajghat (Parque onde está Gandhi) Rajghat (Parque onde está Gandhi)

O trajeto do nosso hotel até a primeira parada foi muito feio. Uma quantidade enorme de pessoas na rua, um trânsito muito confuso, muita pobreza e muito comércio informal. Parecia que estávamos passando por uma parte ainda mais pobre de Délhi. Podíamos ver muitos indianos muçulmanos com roupas tradicionais e barbas longas, muitas mulheres de burka (sempre acompanhadas de seus maridos), muitos tuk-tuks, muitos rickshaws e aquela confusão cheia de buzinadas, uma atrás da outra.

Poucos minutos depois descobrimos que havíamos chegado ao primeiro templo, Jama Masjid, que ficava ali, no meio daquela loucura. O templo era grande, dava para ver a construção de fora dos portões, mas por ser pago a entrada e por estar num local muito barulhento e confuso

 

Parque onde Gandhi está enterrado Parque onde Gandhi está enterrado

nós “passamos”. Dissemos ao motorista que poderia ir para o próximo. Tempos depois entendi que cometi um erro. Tratava-se da maior mesquita da Índia, encomendada por Shah Jahan (o mesmo construtor do Taj Mahal) e construída em 1656.

Seguindo, aproveitei para perguntar quais dos pontos que íamos visitar eram pagos, e quanto era cada um. Ele então nos informou e eu disse a ele que já que não tínhamos muito tempo e não daria para visitar todos, preferíamos visitar somente os gratuitos.

Logo em seguida me corrigi, e disse que visitaríamos um pago se fosse muito bonito e valesse a pena. Ele então disse que o Humayan Tomb era o mais bonito de todos e que era pago. Acordamos então que iríamos somente neste pago e o restante nos não pagos.

A pesar de estarmos passeando ainda estávamos com o problema da passagem de volta na cabeça e por isso queríamos economizar, pois não sabíamos ainda quanto nos custaria para resolver essa questão.

Mausoléu de Gandhi Mausoléu de Gandhi

Saímos daquele lugar nada agradável, passamos pelo Red Fort (e não paramos) e o segundo ponto de parada foi o Raj Ghat, o mausoléu de Gandhi, o grande herói da Índia. Esse realmente foi um local bonito. Era um grande parque, cheio de jardins, muito bem cuidado e muito limpo.

O tamanho da área destinada a homenagear Gandhi realmente impressionou. Era de 10 mil metros quadrados, com acabamento de primeira e no centro de tudo ficava o local onde estava sepultado Gandhi, onde havia uma pira sempre acessa. Para se aproximar dessa parte do túmulo as pessoas tinham de tirar os sapatos e passar por um controle. É um lugar muito bonito para os turistas visitarem, mas a grande maioria dos visitantes eram locais. Isso demonstra a reverência e respeito que os indianos têm pelo herói nacional que conduziu o povo da Índia para uma independência de forma pacífica.

 

DSC07547 Humayan Tomb

 

Humayan Tomb e o império Mongol

Após o Raj Ghat seguimos para outro local que também valeu a pena, o Humayan Tomb. Nesse local ocorreram (e ainda ocorrem) pesquisas arqueológicas e estão lá, além da tumba do imperador mongol Humayan, diversas outros itens históricos para serem vistos.

Humayan foi um imperador  cujo império no seu auge, entre 1270 e 1300 ocupou cerca e 33 milhões de quilômetros quadrados, tendo sido o segundo maior império da história da humanidade.

Neste auge  incorporrou os territórios da China, Uzbequistão, Quirguistão, Turcomenistão, Tajiquistão, Afeganistão, Pérsia, Polônia, Hungria, Romênia, grande parte da Rússia, Croácia, Sérvia, Bulgária e Síria. Algo realmente impressionante, se comparado às fronteiras atuais da Mongólia que voltou à dimensão anterior  aos poucos e hoje é considerado um país pobre. Esse imperador ordenou que fosse construído um grande túmulo para que ele e sua família fossem enterrados quando morressem.

Acontece que o túmulo é tão, mais tão luxuoso e imponente que parece mais um palácio presidencial, sem nenhum exagero. Toda a construção está em perfeito estado, inclusive a parte interna e por isso não parece ter sido erguida a mais de 500 anos. Toda a tumba foi feita de pedra vermelha, e parece que do jeito que foi erguida está até os dias de hoje.

India Gate (Portal da Índia) India Gate (Portal da Índia)

Índia gate

Da Humayan Tomb seguimos  para o Índia Gate, oficialmente o portão de entrada da cidade, semelhante ao Arco do Triunfo na França, e em  Barcelona. É o marco zero da cidade de Délhi, com grande área aberta, ajardinada e urbanizada.

A área é muito bonita e muito agradável. Entretanto a nossa visita ao local não foi muito boa devido à imensa quantidade de pessoas pedindo ou vendendo algo. Esses pedintes não eram do tipo miserável, que pareciam estar no limite da pobreza, mas crianças que queriam ganhar dinheiro de turistas. A insistência e disponibilidade dos vendedores também eram surpreendentes.

Nós andávamos e as pessoas iam nos abordando, o tempo todo. Lembro que compramos uns picolés logo na chegada e o vendedor parecia eufórico por ter vendido algo, atendia muito rápido, parecendo que tinha medo de desistirmos. O que podemos perceber é que pelo fato de haver muita gente, a concorrência é sempre grande em tudo, e por isso as pessoas têm de se esforçar bastante para conseguir algo. Se há um item que a Índia tem de sobra é mão de obra.

 

Tatuadora indiana poliglota Tatuadora indiana poliglota

A tatuadora indiana poliglota

Como tudo está sujeito à lei da procura e da oferta e há muita oferta, a luta é grande para sobreviver. Foi com uma dessas vendedoras insistentes que Viviane resolveu fazer uma tatuagem de henna.

Era uma indiana de cerca de 16 anos muito esperta. Falava inglês, hindi, e ainda um pouco de espanhol! Ela vinha oferecendo e insistindo em fazer a tatuagem.

Percebendo que falávamos algo parecido com espanhol, logo tratou de nos cativar falando em uma língua mais próxima do português (o espanhol). Viviane se interessou, foi negociando até que chegou ao preço de 150 rúpias (cerca de 6 reais). Ela fez ali mesmo, em pé, de forma muito rápida e com uma destreza impressionante.

Lodi Garden e o show de 10 rúpias

O nosso taxista ia no caminho falando um pouquinho sobre o que íamos visitar, mas não era um guia propriamente dito. Ele estacionava, nos dava as instruções de onde ir e ficava lá esperando. Foi assim novamente no Índia Gate e pouco tempo depois voltamos ao carro, e ele nos disse que a próxima parada seria no Lodi Garden.

Viviane no jardin Lord Garden Viviane no jardin Lord Garden

Este jardim do Lord era um local muuuito agradável. Parecia um jardim europeu, e com certeza foi construído durante o período que os ingleses dominaram a Índia, bem ao estilo britânico.

Quando caminhávamos pelo jardim apareceu uma menina indiana, com cerca de 9 anos e começou a fazer umas piruetas. Marcelino ficou observando e começou a tirar fotos. Quando a menina terminou, ela simplesmente disse: “O meu show custa 10 rúpias!”.

Nossa, rimos muito. As crianças indianas que nos abordaram para pedir algo eram sempre muito astutas e falavam bem o inglês. A necessidade sempre ajuda o aprendizado, e os meninos e meninas de rua do Brasil, assim como essas crianças pedintes da Índia são um bom exemplo dessa esperteza pela necessidade.

Apesar de ser muito bem arborizado e ajardinado, é verdade que havia algumas construções nesse jardim que precisavam de uma pintura para ficarem como uma aparência melhor. Apesar de ficar evidente que as plantas e a grama eram bem cuidadas, parece que não havia a mesma preocupação em relação às pequenas construções do jardin.

A PARTE RICA DE DÉLHI

Palácio governamental Indiano Palácio governamental Indiano

Toda essa a região com os pontos mais organizados e limpos que decidimos visitar fica na parte bonita de Déli. Nessa parte da cidade as avenidas são largas, o asfalto de primeira, meio-fio de alto padrão, jardins dos dois lados, pontos de ônibus de primeira linha, passarelas com escada rolante e elevador nas ruas e muito mais.

Essa parte de Déli é construída num padrão de primeiro mundo e não é somente uma nem dez ruas não. Trata-se de uma imensa parte da cidade. Essa parte rica que que se equipara a algumas cidades europeias é maior que grandes cidades brasileiras, como Salvador ou Belo horizonte. Mas infelizmente existe uma outra Déli: feia suja e com muita pobreza. Era nessa parte que estávamos hospedados, para nossa decepção.

A BUSCA PELA COMIDA

Como queríamos comer, eu sugeri que fôssemos num lugar que realmente pudéssemos comer o que gostávamos, e esse lugar com certeza seria o Subway (me refiro à lanchonete Subway, e não ao metrô!).

Eu saquei meu smartphone do bolso e procurei o Subway mais próximo, que segundo o GPS ficava a 4 quilômetros de onde estávamos. Expliquei ao motorista e ele sorridente disse que não era problema. Quando nos aproximamos vimos a loja do Subway, com a marca e tudo, mas infelizmente estava fechada para reformas. Que decepção! Ainda sem desistir, procurei outro Subway perto dali, que estaria a 2 quilômetros e fomos para lá. Infelizmente dessa vez não vimos nem mesmo a lanchonete fechada.

Meninos indianos pedem para tirar foto deles Meninos indianos pedem para tirar foto deles

Acho que o Subway daquele local deve ter mudado de endereço e ainda não tinha sido atualizado no mapa do GPS.

Como estávamos numa região muito bonita e aconchegante resolvemos comer por ali mesmo, já que havia diversas outras lanchonetes. Pedimos para o motorista parar, e ele então procurou um estacionamento que ficava pertinho. Ele estacionou e disse que ficaria por ali nos esperando. Havia vários estabelecimentos com excelente aparência.

Como o GPS estava dizendo que o Subway era naquela quadra, resolvemos arrodear a mesma antes de decidir ir para outra lanchonete. Ao fazer essa volta encontramos uma loja de produtos naturais, que tinha diversas coisas interessantes.

Entramos, escolhemos e em poucos minutos saímos, pois o horário que tínhamos acertado com o motorista estava se aproximando. Logo em seguida entramos numa lanchonete tipo fast-food, com sandwichs, sucos e, surpreendentemente, salada. Essa surpresa com a salada não é pelo país ( grande parte da população é vegetariana e é comum encontrar saladas e comidas que eles chamam de “veg”), mas sim pelo tipo de lanchonete. No Brasil não é comum lanchonetes de fast-food terem saladas.  Devido às restrições de comida que estávamos tendo desde o início da viagem por uma série de motivos, comemos com gosto e com muito prazer, tanto que pedimos mais sandwiches para levar!!

Vamos para o Nepal de Carro?

 

Transporte para Auli Transporte para Auli

Depois da nosssa última parada do tour seguimos para o nosso hotel, onde encontramos Ajay. Ele logo veio nos dizendo que já tinha montado todo o roteiro e transportes para nosso próximo destino.

Decidimos logo então sentar e ver qual seria a proposta. Ele explicou que analisou todas as possibilidades e tinha chegado à conclusão que o melhor seria irmos e voltarmos de carro para Auli, e depois tomar um avião para o Nepal. “De carro de Délhi até Auli? Mas isso não vai ser caro?", pensamos. 360 dólares para os quatro, disse Ajay, nos surpreendendo.

Ele logo mostrou então qual seria o carro, um Toyota Innova. Havia um estacionando na frente do hotel e ele apontou. Era um carro grande, confortável e muito espaçoso. Era um utilitário a diesel, muito comum na Índia para transporte de turistas. Apesar da proposta parecer boa  (cerca de 200 reais para cada um), não podíamos decidir naquele momento, pois ainda tínhamos de resolver o problema da passagem/visto, pois até aquele dia ainda estávamos com a pendência de não poder entrar a terceira vez na Índia, e tínhamos de resolver isso antes de qualquer decisão.

Já que não podíamos tomar a decisão naquele momento, aproveitamos para especular outras possibilidades. Auli fica no nordeste da Índia, já bem perto do Nepal. Apesar disso, não dá para cruzar a fronteira por ali por que é uma região de altas montanhas (os Himalaias). Entretanto, mesmo voltando uma parte, ainda assim era caminho seguir de lá para o Nepal. Aproveitando que tínhamos achado o preço já ofertado bom perguntamos então se era possível que ele nos levasse de carro até o Nepal!

Sair de Délhi, ir para as montanhas e depois ir para outro país de carro parecia uma ótima ideia e oportunidade de conhecer bem toda a região! Ele então começou a fazer cálculos, fazer perguntas sobre o roteiro e a anotar datas e destinos. Eu vendo a tentativa dele de organizar todo o percurso disse que não precisava e dei a ele uma cópia do nosso roteiro detalhado, com locais e datas. Ajay disse então que precisaria analisar e no outro dia nos diria o preço.

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