Relato de viagem

Chegada até Gramado: dicas, preços e hospedagem

A cultura rica, o clima frio e as belezas naturais da Serra Gaúcha sempre foram vendidos pelo país afora e decidimos ir lá conferir. Saímos de Salvador numa sexta à tarde, pegamos um voo para Porto Alegre e de lá seguiríamos de ônibus.  Quando chegamos na capital gaúcha, por volta de meia-noite, já estava bastante frio.

Voando para Porto Alegre Voando para Porto Alegre

Dica para economizar no táxi

Ao invés de ficar na fila e pegarmos um táxi  "especial" do aeroporto resolvemos pegar um comum, que em Porto Alegre são os vermelhos. Em algumas cidades  do Brasil os táxis específicos de aeroportos são mais caros (rodando em bandeira 2 a qualquer dia/horário). Além disso ainda havia fila para tomar um especial. Se puder sempre fuja deles, mas pegue sempre um táxi autorizado e não um clandestino.

Pernoite em Porto Alegre

Do aeroporto seguimos para o Hotel Colossi, (gastamos R$ 18,00 de táxi) que estrategicamente foi escolhido por ficar a 2 km do aeroporto e da rodoviária, afinal pagaríamos uma estadia somete para dormir, chegando 1 da manhã e saindo 5:30 da manhã do mesmo dia. Me surpreendeu a simptia e disposição do taxista. Comentamos que na manhã seguinte, quase de madrugada, iríamos para a rodoviária e ele disse que poderia nos pegar. Tudo bem que ele estaria ganhando para isso, mas seria uma corrida muito curta para um taxista ter interesse em vim nos buscar. Ele foi muito bem humorado, além de reclamar do frio e falar do chimarrão.

Recepção do hotel Colossi Recepção do hotel Colossi

O hotel não foi tão barato, para o tempo que ficamos. Pagamos 168 reais para ficar nos estabelecimento cerca de 4 horas e meia: da 1:00 às 5:30. Pelo horário que saímos não pudemos pegar o café da manhã e não conhecemos outro lugar do estabelecimento que não fosse  a recepção e o quarto.

 

Jogo da copa deixou hotel caro

Antes de viajar fizemos uma intensa busca na internet, com muita antecedência e realmente não encontramos hotéis com preços mais acessíveis, já que  só iríamos realmente pernoitar. O recepcionista do hotel, simpático, comentou que a cidade estaria cheia dali a dois dias, já que seria o jogo da Nigéria contra a Argentina (pela copa do mundo de 2014), e que os argentinos estavam vindo aos montes, cruzando a fronteira de carro, bicicleta e até a pé.

De Porto Alegre a Gramado de ônibus

Na manhã seguinte partimos para a rodoviária. Chegamos lá com 30 minutos de antecedência (conforme era solicitado na reserva da passagem que fizemos pelo site da Citral ).  Se você for para Gramado-Canela de ônibus é importante você chegar com essa antecedência por que se você observar bem o ticket gerado na compra via site da Citral vai observar que ele ainda não é a passagem em final, mas sim uma reserva que deve ser convertida em passagem no guichê da rodoviária, onde você apresenta a reserva e eles imprimem a passagem propriamente dita.

O ônibus saiu com poucos minutos de atraso e nas cerca de duas horas de de viagem eu dormi quase todo o percurso, acordando já perto da entrada da cidade, para logo em seguida desembarcar na rodoviária de Gramado, que é linda.

Ônibus para Gramado Ônibus para Gramado

Gramado, uma cidade européia no Brasil

Ao descer do ônibus já pudemos perceber o frio da região (cerca de 5º Celsius), mas por outro lado pudemos começar a admirar a beleza da cidade. A rodoviária é toda de madeira, num estilo que lembra pequenas cidades europeias. Esticando um pouco mais a vista podia-se notar que este estilo não era somente da rodoviária, mas de quase todas as construções que se via ao redor. Nas propagandas que promovem o turismo na Serra Gaúcha sempre vemos os lindos chalés, mas vendo pessoalmente é sempre diferente.

Para tentar aplacar o frio e conhecer o sabor dos propagados chocolates da região resolvemos, ali mesmo na rodoviária, tomar um chocolate quente num café super-aconchegante que fica instalado no interior da estação. Levando em conta a arquitetura, as vestimentas, a temperatura e os biotipos a sensação que se tínhamos era realmente que estávamos  numa daqueles cidades pequenas que ficam no pé da montanha de algum país europeu e a sensação e agradabilidade de tudo que se vê ao redor torna tudo especial.

Se juntarmos isso ao sabor e à consistência do chocolate, humm, tudo fica ainda melhor. Esqueça aqueles chocolates aguados, feitos da junção de água e chocolate em pó cheio de açúcar que tomamos por aí. O chocolate da Serra Gaúcha é totalmente diferente. Você percebe que está tomando realmente chocolate, inclusive com aquele sabor um pouco amargo, natural da fruta. Ele é bem grosso, encorpado e pastoso, dá quase par comer de colher, e tem um sabor fascinantes.

Chocolate quente na rodoviária de Gramado Chocolate quente na rodoviária de Gramado

Hotel com vista para o Lago Negro

Depois de nosso café da manhã de chocolate e pão de queijo seguimos para nosso hotel. Ainda não estava no horário do check-in (ainda era cerca de 10 da manhã) mas estávamos contando com a possibilidade de conseguir deixar as coisas no hotel antes mesmo do horário de entrada para podermos aproveitar o dia.

Estávamos com duas malas bem pequenas e como no GPS dizia que o hotel estava a 800 metros dali seguimos andando mesmo. Passamos pela avenida principal chamada Borges Medeiros e algum tempo depois chegamos na Casa da Juventude, que é uma associação cultural alemã e que em determinadas épocas funciona também como hotel.

Hotel Casa da Juventude Hotel Casa da Juventude

A estrutura é bem grande, com muitos quartos e fica de frente para o Lago Negro, um ponto turístico da cidade. Não é uma hospedagem luxuosa e cara como tantas que existem em Gramado, mas gostei do lugar.  Tudo limpo, aconchegante, as pessoas atenciosas e tudo isso por 140 reais por diária (para duas pessoas).

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