Relato de viagem

Por que não gostamos do SnowLand: entenda a decepção

A expectativa para a melhor atração da viagem

Após chegar a Gramado e conhecer museus de carros e a fábrica de chocolate seguimos para o que prometia ser um dos pontos altos da viagem: o SnowLand.  Trata-se de um parque fechado, inaugurado no final do ano passado, que cria condições para que ocorra neve num ambiente controlado.

SnowLand SnowLand

Além da neve há uma montanha (artificial) coberta de neve (real mas produzida por condições artificiais), pista de ski e outras atividades ligadas à neve.  Estávamos entusiasmados para conhecer o primeiro parque de neve fechado da América. O ingresso custava 79,00 reais e tínhamos comprado pela internet, neste site, com mais de duas semanas de antecedência.

É bom que o visitante se atente que não há transporte público de Gramado para o SnowLand e se você não tiver num tour que inclua esse trajeto terá de chegar lá de táxi, carro alugado ou uma carona. Tecnicamente o parque fica em Gramado, dentro do município, mas fica afastado da cidade, na rodovia RS 235, a 7 km do centro. Gastamos 32 reais de táxi para chegar lá, para em seguida ter de aguardar numa fila para converter a reserva (já paga) em ingresso e para receber uma pulseira eletrônica.

O SnowLand foi uma decepção

Quando entramos nos assustamos um pouco (mais do que já estávamos com a fila do lado de fora). Havia muita gente e pouco espaço. Diferente do que imaginávamos o espaço não era tão grande e estava superlotado. Entramos numa fila gigante para ter acesso à pista de patinação e percebemos que mofaríamos por ali. A fila estava dando uma volta completa na pista e o tempo limite para patinar era de 30 minutos para cada vez que você entra na fila.

Montanha de neve artificial Montanha de neve artificial

Além disso, para ter acesso à atração principal teríamos de aguardar uma senha, que nos foi fornecida na entrada, ser chamada. Não me lembro exatamente qual era nosso número, mas o último chamado estava a algumas centenas de distância do nosso. Começamos a conversar com outras pessoas e percebemos que demoraria cerca de 2 ou 3 horas para conseguirmos ter acesso à montanha de neve, e nesse tempo todo teríamos de ficar em pé!

Estávamos decepcionados. Havia realmente muita gente para pouco espaço, até mesmo para circular estava difícil. Até parecia carnaval de Salvador. Muito chateados começamos a bater um papo com uma família, também indignada, e resolvemos ir na gerência reclamar juntos, afinal ninguém quer pagar 80 reais para ficar em pé. Aquilo ali não era diversão. Apesar da decepção com o local e a superlotação a pessoa que se apresentou como responsável nos ouviu, pacientemente. Ao final pediu desculpas e disse que nos oferecia duas opções: trocarmos o ticket para o dia seguinte (que segundo ela estaria mais vazio) ou devolver o dinheiro. Escolhemos a segunda opção, pegamos nosso dinheiro de volta e saímos. Outras pessoas fizeram o mesmo, todas insatisfeitas.

SnowLand SnowLand

Apesar da decepção o dinheiro foi devolvido rapidamente

Nós havíamos pagado com cartão de crédito, mas a supervisora nem se importou com isso. Simplesmente nos reembolsou em dinheiro, sem se importar com estornos ou burocracias. Foi uma das poucas vezes que vi uma atitude assim, tão objetiva. Como deve ter ficado claro, não ficamos satisfeitos com o espaço, mas realmente a supervisora demonstrou agilidade e autonomia para solucionar problemas e nos escutou com atenção, pedindo desculpas pelo ocorrido. Moral da história: não gostamos do serviço e do espaço, mas a agilidade para resolver o problema (como deveria acontecer em todas as empresas) nos surpreendeu. Infelizmente estamos acostumados com um péssimo serviço de pós venda e terminamos nos surpreendendo quando a solução é rápida.

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