Relato de viagem

Cruzando a fronteira Panamá-Costa Rica a pé, a chegada ao paraíso de Puerto Viejo e a descida de canopy

Estávamos um pouco receosos de termos problemas no cruzamento da fronteira Panamá-Costa Rica através de Changuinola e Sixaola, que é feito andando passando por uma ponte antiga. Algumas informações desencontradas davam conta de que quem não tinha ticket aéreo de saída podia não entrar, mas não aconteceu nada disso. No nosso caso não foi pedido nada além do passaporte e do formulário de entrada preenchido.  O trajeto de todo o percurso é que foi complicado. O serviço que contratamos (e pagamos 27 dólares por pessoa) era todo esquematizado, com várias pessoas envolvidas e até parecia que estávamos sendo traficados por coyotes, que cobram para cruzar ilegalmente a fronteira de alguns países (só parecia, mas é tudo feito legalmente). O primeiro passo foi fazer o percurso de barco para sair da Isla Colón, em Bocas del Toro. Por erros de cálculo parece que havia uma pessoa a mais (uma mulher). Alguns amigos terminaram se apertando e conseguiram ir espremidos.

Saindo de Bocas del Toro Saindo de Bocas del Toro

O engraçado é que o motorista da van disse, sorrindo, que se fossem panamenhos não teriam se espremidos, mas sim levariam a menia no colo!  Andamos por mais meia hora e paramos numa ponte que parecia tanto com a da fronteira que eu já tinha visto em várias fotos que pensei que já estávamos entrando na Costa Rica. Ledo engano, essa era outra ponte e a parada é por que os índios da região estavam fazendo manifestação e tinham fechado a ponte. Nenhum veículo passava, mas se podia passar andando. Assim, todos saltamos da van,  apareceu outro motorista e  ele nos disse que atravessaríamos a pé, mas não sem antes os dois motoristas (o que levou até ali e o que estava assumindo) fazerem seus acertos financeiros. Enquanto a gente esperava eles faziam uma espécie de partilha da grana e depois disso pegamos nossas mochilas (inclusive as que estavam no bagageiro) e cruzamos andando. O motorista disse que nos encontraria do outro lado da ponte. Apesar do protesto não notamos nada de perigoso ou extremo, só tinham feito o bloqueio, e aparentemente não havia violência. Depois de alguns minutos o motorista que estava assumindo dali apareceu com sua van, que era bem mais velha e estava com o bagageiro quebrado e por isso tivemos de nos apertar para caber todo mundo, mas só por três quilômetros, segundo ele, por que parte do grupo ia para San José e por isso seria embarcado no ônibus num terminal pertinho dali.

Trocando de van na ponte Trocando de van na ponte

Com ele seguimos até a próxima ponte (essa sim da fronteira). Lá saltamos, novamente pegamos nossas coisas e fomos para a imigração. No começo parecia confuso e alguns de nós pensamos que no guichê já se podia fazer a saída do Panamá e a entrada na Costa Rica, mas depois verificamos que era somente a saída do Panamá.

A entrada na Costa Rica só ocorreria depois de cruzar a ponte. Essa ponte era maior, mas no mesmo estilo da anterior. Bem antiga, de metal e de madeira. Nela passa mais carro, só pessoas a pé e todo turista que faz esse trajeto posta sua foto cruzando a ponte, é quase uma tradição! O nosso coyote, desculpe, motorista (rs), nos esperou passar pela imigração de saída do Panamá e continuou conosco pela ponte, até que no meio dela apareceu outra pessoa. Essa pessoa seria responsável pelo trajeto dentro da Costa Rica. Como a ponte é uma espécie de limbo (você não está nem num país nem no outro), eles faziam essa parceria de modo que nem o panamenho precisa ficar passando toda hora por imigração, já que ele nem sai do Panamá, e nem o costarriquenho sair da Costa Rica, já que ele também não do seu país. Os dois vão até a metade da ponte e voltam, cada um para seu país. A coisa é tão bem sincronizada que no mesmo momento que o panamenho nos "entregava" ao seu colega costarriquenho ele recebia outros turistas que pagaram pelo serviço inverso: cruzar da Costa Rica para o Panamá. Ou seja, eles trocavam as pessoas e cada um voltava o trajeto percorrido.

Saindo do Panamá Saindo do Panamá

Com esse costarriquenho seguimos caminhando a outra metade da ponte e paramos na imigração da Costa Rica, onde supostamente poderíamos ter problema. Foi tudo tranquilo e depois de recebido o carimbo entramos em outra van e seguimos até o ponto final, no centro da cidade de Puerto Viejo. Quando chegamos lá descobrimos que o local da nossa pousada ficava cerca de 8 km da parada final e por isso se quiséssemos o transporte até a pousada custaria mais 40.000 colones. Eu ainda estava fazendo contas em dólar e não lembrava exatamente da cotação da moeda costarriquenha, Colón, e por isso pedi para a pessoa dizer em dólares e em seguida ouvi 8, para todos. Bom, além de nós havia mais um casal na van, que surpreendentemente também ia para a mesma pousada, que ficava na Playa Chiquita. Rachamos os 8 dólares e ficou 1,66 para cada um, bem econômico.

Cruzando a ponte da fronteira Panamá-Costa Rica Cruzando a ponte da fronteira Panamá-Costa Rica

No trajeto para a pousada Casitas Mar y Luz, onde ficaríamos surpreendemo-nos com com a vegetação densa e exuberante durante todo o trajeto e pelo fato de ao mesmo tempo que admirávamos a mata podíamos ver a praia, calma e bela. Era a união de duas coisas lindas. Esse visual belíssimo casou certinho com nossa pousada, que ficava também rodeada de mata e cheia de vegetação. O tipo de construção também chamava a atenção. Eram casinhas de madeira separadas, tipo chalés. Muito bonitinhas e bem construídas. Dentro da nossa havia a cama de casal, a de solteiro, uma pequena cozinha, o banheiro e uma varandinha, onde uma rede convidativa nos esperava.

Fomos recebido pelo Marlon, que a princípio ficou meio confuso, pois achou que éramos um grupo de cinco pessoas e ele estava esperando um grupo de três e um casal e achou que estávamos todos juntos (nós três e o casal de britânicos). Ele logo pegou o telefone, fez uma ligação e disse que Stéfani estaria ali em 15 minutos. Mas quem é Stéfani? Pensei. Devia ser alguém da pousada. Não nos importamos muito e logo fomos para nossa cabina, que é como eles chamam as pequenas casinhas nas pousadas. Pouco tempo depois a Stéfani apareceu dirigindo sua van e entendemos que ela é a gerente, mas não fica por ali todo o tempo. Ela muito simpática e receptiva ofereceu-se para para nos dar carona até o centro de Puerto Viejo (já que a pousada fica um pouco distante) para almoçarmos, pois já era meio dia. Precisávamos também ir num mercado, fazer câmbio (agora era colón e não mais dólar) e Marcelino queria fazer um saque.

Chalé da Casitas Mar y Luz Chalé da Casitas Mar y Luz

Ela disse que podia nos levar num lugar onde faríamos tudo isso, nos ensinava tudo e que poderia esperar que fizéssemos as compras e as levaria de volta pra nós. O casal de britânicos também foi junto na carona e devido ao sotaque inglês (que as vezes é difícil de entender) Stéfani, que é francesa,  falava inglês mas tinha algumas dificuldades e em dado momento me pediu ajuda para explicar algumas coisas para o casal quando percebeu que eu fala inglês. Ela disse que a melhor forma de se locomover por ali era de bicicleta e nos mostraria onde alugá-las. Ela nos tratava com uma alegria  cordialidade incríveis e a todo momento repetia que qualquer coisa que precisássemos poderíamos falar com ela que nos ajudaria. É sempre bom ser bem recebido e se sentir apoiado. Isso faz a diferença na hora de recomendar um lugar.

Fizemos mercado, deixamos nossas compras na van com Stéfani e fomos almoçar ali pelo centro. Mesmo a moeda da Costa Rica sendo bem fraca (1 real vale cerca de 200 colones) as coisas não eram baratas. Depois do mercado entramos num restaurante e gastamos mais de 20 reais por pessoa, enquanto no Peru comíamos bem por pouco mais de 10 reais por pessoa.  Até tentamos um restaurante vegetariano, mas os preços eram muito altos e  no que almoçamos pedimos uma tortilha (vegetariana) que estava uma delícia. A ideia inicial era voltar para a pousada de bicicleta, mas como pretendíamos fazer atividades de esporte no dia seguinte elas ficariam sem uso e ainda teríamos de trazê-las de volta ao centro para devolvê-las.

Caminhando entre Puerto Viejo e Playa Chiquita Caminhando entre Puerto Viejo e Playa Chiquita

Por outro lado gastaríamos muito tempo para voltar andando, tempo que poderíamos estar fazendo outras coisas. Essa questão gerou uma discussão entre nós e deu trabalho pra conseguirmos entrar num acordo. No final voltamos andando e aproveitamos para caminha um bom trecho pela praia. Em todo o percurso estava sempre presente a mata densa. As construções são exceções e ficam integradas à vegetação que é uma marca do pais.

Depois de quase três horas chegamos às Casitas Mar y Luz. Ficamos por ali relaxando, conversando e já pensando no que faríamos no dia seguinte. O casal de britânicos havia comentado que fariam uma caminhada guiada pelo refúgio de Manzanillo no dia seguinte e terminamos por decidir também ir junto e custou 25 dólares por pessoa. A contratação foi feita diretamente com Stéfani, por telefone. A caminhada durou 4 horas e foi muito instrutiva. O guia tinha um conhecimento profundo sobre a fauna, a flora e o comportamento das espécies e a cada instante ia revelando as coisa que pareciam imperceptíveis aos nossos olhos. Ele a todo momento sacava seu catálogo da vida silvestre  da Costa Rica e além de apontar, mostrar e explicar o comportamento dos animais ainda mostrava no catálogo. Nesse trajeto visualizamos inúmeras espécies, como preguiça, macacos, jacarés, diversas aves, insetos, iguana, aranhas e vários outros. Essas espécies podem ser vistas neste álbum.

Caminhada por Manzanillo em Puerto Viejo Cost Rica Caminhada por Manzanillo em Puerto Viejo Cost Rica(vídeo)

A vegetação também tinha seu destaque e o mais curioso foi conhecer a árvore que anda (ela se desloca até um metro por ano) e o figo estrangulador, que atua como parasita, escalando uma árvore existente até tomar conta e matá-la, momento em que já tem estrutura suficiente e não precisa mais sugar outro indivíduo. É leitores, a vida selvagem é muitas vezes tão cruel que assusta.

Toda essa área que fizemos o passeio não é uma reserva, é um refúgio. Ou seja: não é protegida por nenhuma lei, mas é conservada por iniciativa dos proprietários e dos indivíduos que por ali vivem. A conservação é levada a sério e há uma grande parte de floresta secundária (que foi replantada pelo homem), além da primária, onde há inúmeras árvores de centenas de anos, com mais de 50 metros de altura e troncos que precisariam de 8 pessoas pra serem abraçados.

Quando saímos da parte mais densa da floresta a trilha nos levou diretamente ao mar, revelando um visual ainda mais belo. Essa junção de mata densa, de grandes árvores (parecendo a amazônia) com praia é incrível. Ao mesmo tempo parecia que eu estava no meio do mato, em alguma montanha ou floresta e também na praia. E olha que não é exagero não, por que em muitos pontos a floresta densa vai realmente até a praia. Para completar ainda visitamos uma caverna que fica encravada nas rochas na beira do mar e onde as ondas batem com força respingando nos morcegos que ali se escondem.

Bio diversidade de Manzanillo Bio diversidade de Manzanillo

Depois desse passeio incrível esperamos pelo ônibus que faz a linha Puerto Viejo - Manzanillo e pagamos 700 colones pela passagem cada um (equivalente  a cerca de R$ 3,50) para percorrer 8 km, o que é caro (você pode consultar os horários do ônibus aqui). O que acontece é que Puerto Viejo é muito turístico, um paraíso povoado por muito estrangeiros, onde você pode ter lazer, tranquilidade, segurança e desfrutar do contato intenso com a natureza. O turismo cresceu rápido e voltado principalmente para europeus e isso fez com que tanto os preços das propriedades quanto dos serviços e produtos crescessem rapidamente. Esse panorama geral vale também para quase todos os destinos turísticos do país.

Fizemos o trajeto dentro do ônibus observando com cuidado para identificar nosso local de parada, já que não havia uma parada específica para a  nossa pousada e depois de saltar passamos em "casa" somente para deixar algumas coisas e já seguimos para a praia, que ficava ali em frente, a 2 minutos de caminhada.

Diferente do Rio de Janeiro, onde a água da praia de Ipanema estava muito gelada, em Puerto Viejo ela estava morninha, uma delícia! Marcelino ficou na areia apreciando a paisagem enquanto eu e Viviane ficamos agachados na água, sendo a banhados pelas marolas numa praia que parecia não afundar.

Curtindo a praia no pôr-do-sol Curtindo a praia no pôr-do-sol

Caminhávamos metros e metros e a água continuava no joelho. O pôr-do-sol já estava sendo anunciado mas a paisagem e a felicidade de estar num lugar tão especial eram tão grande que ficamos ali, aproveitando, sem nem lembrar de horário, de dia ou de voos. Estávamos simplesmente vivendo o momento.

Na manhã seguinte fomos fazer Canopy, que é o passeio pela mata, no alto das árvores através de cabos e roldanas, semelhante à tirolesa. Eu já tinha pesquisado sobre essa atividade na Costa Rica e estava muito interessado. Acertamos o passeio com Stéfani mesmo e negociando para os três saiu 55 dólares por pessoa, mas incluía o serviço de translado de ida e volta (a atividade era um pouco longe dali, fora de Puerto Viejo), a atividade em si e um lanche no final. A van da empresa Terraventura chegou às 08:00 e antes de seguirmos para o local da atividade passamos no escritório da empresa de aventura, onde realizamos o pagamento e tomamos um outro veículo. Algo importante é que vi nos cartazes lá no escritório que estava incluído no preço um seguro de acidentes pessoais. Apesar disso em nenhum momento me foi dito isso ou foi explicado sobre as coberturas. Como nos fizeram assinar um termo dizendo que podíamos nos ferir, morrer ou ter lesões graves e que tudo isso era de nossa responsabilidade (o que do ponto de vista do direito é questionável, já que quem cobra para se fazer uma atividade deve prover segurança) eu pedi a apólice ou as coberturas do seguro. A funcionária ficou meio surpresa mas em nenhum momento colocou objeção. A van já estava la fora nos esperando mais fiz questão de esperar a funcionária imprimir o documento que ela tanto procurava no computador. Dava a entender que nunca ninguém havia pedido isso, quando deveria ser uma praxe entregar ao cliente, já que cada um está pagando pelo seguro. Demorou um poco mas ela imprimiu. Entramos na van e quando comecei a ler vi que ela tinha impresso o documento errado! Nesse ponto achei uma tremenda falta de preparo e profissionalismo deles não ter já um material explicando sobre as coberturas e condições do seguro.

Trajeto em Carro off-road do Canopy em Puerto Viejo Costa Trajeto em Carro off-road do Canopy em Puerto Viejo Costa(vídeo)

Seguimos essa van por quase meia hora e chegamos a um local onde a estrada é ruim e com subidas e daí passamos para uma caminhonete 4x4 com a caçamba adaptada para transportar turistas.Rodamos uns 10 minutos nesse veiculo e finalmente chegamos ao ponto onde iniciaríamos. Junto conosco havia uma família grande da Carolina do Norte (EUA) e entre os membros havia duas crianças, sendo uma de cerca de 5 anos, o sorridente e destemido Max. Nesse trajeto conversamos com um funcionário recém admitido e curioso sobre o Brasil. Ele nos disse que nos últimos anos o português passou a ser considerado o terceiro idioma mais importante na Costa Rica, depois do espanhol e do inglês. Segundo ele há muitas empresas costarriquenhas fazendo negócios com nosso país e por isso a demanda por pessoas que falam o nosso idioma estava em alta.

Saltamos na estação, que era uma construção que ficava num morro. Ali era a estação base, onde se colocava os equipamentos, se guardava as coisas (nos disseram que ficaria numa sala trancada) e se descia a primeira tirolesa de um total de 21 de todo o percurso. O instrutor deu todas as instruções sobre segurança e sobre como controlar sua posição durante a descida. Eu estava com meu próprio capacete com a câmera de ação acoplada para filmar todos o momentos de uma perspectiva em primeira pessoa.

Base de saída do Canopy Base de saída do Canopy

Uma pessoa foi na nossa frente e depois fui eu. Esse primeiro trecho era longo mas com uma altura baixa e depois fomos para tirolesas bem altas e praticamente íamos de copa em copa, em árvores muito altas, centenárias onde havia plataformas onde parávamos, ajustávamos as conexões e descíamos a próxima.

Canopy em Puerto Viejo Costa Rica Canopy em Puerto Viejo Costa Rica(vídeo)

Em alguns trechos tivemos de caminhar para subir alguns morros e depois continuamos descendo outras tirolesas. O visual desse esporte é incrível e o mais fascinante é que você tem uma perspectiva diferente. Normalmente se caminha pela mata observando-a de baixo e nesse caso estávamos vendo a floresta densa da mesma perspectiva que animais como macacos e preguiça tem na sua vida diária.  Além disso esse é um esporte totalmente integrado à natureza e é uma forma inteligente de ganhar dinheiro mantendo a floresta em pé.

Ao final de algumas horas tínhamos percorrido mais de 2 km em 21 tirolesas e ainda saltamos no chamado Tarzan, que se assemelha aos saltos do personagem com esse nome, de forma pendular preso numa corda de um ponto a outro, com alto grau de adrenalina!

Depois do passeio incrível voltamos para a base da empresa na área onde havia frutas (melancia e abacaxi) e água nos esperando. Nesse local foi colocado também em exposição os vídeos e fotos que um fotógrafo que acompanhou todo o trajeto tinha tirado e estava, é claro, vendendo. Ele pedia 10 dólares por pessoa, mas como éramos três conseguimos negociar um pacote que ficou 20 dólares para os três.

Descida de Canopy Descida de Canopy

Ao final fomos levado de volta para as Casitas Mar y Luz e logo depois saímos para almoçar. Optamos por um restaurante bem próximo da pousada, que descobrimos ao final ser administrado por portugueses. O garçom bem humorado sabia algumas palavras no nosso idioma e logo colocou um repertório de música brasileira. A comida era muito gostosa, mas muito pouca para nosso gosto. Eu gastei 5220 colones, o que dá quase trinta reais e não saí de barriga cheia. Parece que é tradição a comida ser pouca por lá. A porção de arroz é diminuta, apesar do prato ser grande.  Aquele era nosso último dia em Puerto Viejo, já que na manhã seguinte sairíamos de ônibus com destino a San José, a capital do país.

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